No território
de Évora confluem os grandes caminhos naturais do Sul, materializados nas bacias
hidrográficas do Tejo, do Sado e do Guadiana e nas linhas que as separam.
Esta posição, aberta ao exterior, e algumas características da paisagem regional,
parecem estar na origem do esplendor do megalitismo de Évora, com alguns exemplares
únicos e de monumentalidade excepcional.
As paisagens suaves, entrecortadas de serranias discretas e a diversidade ambiental
resultante de uma geologia complexa, atraíam, desde o Neolítico Antigo, há cerca de
7000-8000 anos, as populações até então confinadas ao litoral e aos estuários de
alguns grandes rios.
Évora, equidistante em relação aos estuários do Tejo e do Sado, foi, aparentemente, o
principal polo da neolitização do interior do território português, sem paralelo no
que diz respeito à quantidade e à dimensão dos recintos megalíticos (cromeleques) ou
à densidade dos vestígios de habitat.
Os menires eborenses, todos eles de rocha granítica, relacionam-se espacialmente com as
áreas em que essas rochas afloram, muitas vezes em formações naturais imponentes;
trata-se, por outro lado, de terrenos com potencial agrícola limitado que sugerem, a par
de outros indícios, uma vocação pastoril de quem os erigiu.
As antas de Évora, pelo contrário, dispersam-se, quase sempre, por terrenos de maior
aptidão agrícola, e foram construídas numa época (há 6000-5000 anos), em que houve
uma importante expansão territorial do povoamento neolítico, acompanhando um maior
desenvolvimento da agricultura primitiva.
Estes monumentos funerários, originalmente cobertos por um tumulus de terra e
pedras, aparecem-nos hoje quase todos reduzidos ao imponente esqueleto pétreo, mais ou
menos mutilado.
A maioria dos povoados neolíticos da região concentra-se nos esporões e cabeços
graníticos que se desenvolvem imediatamente a Norte e Oeste de Évora. O mais próximo,
é o Alto de S. Bento, habitado nos finais do Neolítico e com uma excelente vista sobre a
planície e a própria cidade. O povoamento do território reduziu-se consideravelmente
nos milénios seguintes, concentrando-se tendencialmente em povoados fortificados, todos
relativamente afastados da cidade actual. No próprio local da Évora Romana não foram
até agora encontrados vestígios claros de um povoamento mais antigo, perfeitamente
plausível devido às características físicas do local e à origem do topónimo.
No entanto, o território de Évora parece Ter sido, no início da ocupação romana, a
fronteira entre os Célticos e os Lusitanos, povos com uma certa afinidade cultural, mas
reflectindo certamente influências distintas. |
| 1 -
Cromeleque dos Almendres
É o mais importante recinto megalítico
conhecido na Península Ibérica, tanto no que diz respeito às dimensões, como ao estado
de conservação.
O monumento implanta-se num dos pontos mais altos do arredores de Évora, exposto a
Nascente, e parece Ter desempenhado um papel estruturante na distribuição espacial da
arquitectura megalítica não funerária do Alentejo Central.
Alguns dos monólitos ostentam gravuras de carácter simbólico, com temas em tudo
semelhantes aos que conhecemos em alguns dolmens peninsulares e, curiosamente, também nos
monumentos bretões (círculos, ferraduras, crescentes lunares, serpentiformes, báculos). |

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2 - Menir do Monte dos Almendres
Grande menir isolado, espacialmente
relacionado com o cromeleque dos Almendres. Apresenta gravuras no terço superior |
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Cromeleque
de Vale Maria do Meio |
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3 - Cromeleques de Vale Maria do Meio e
Portela de Mogos
Estes dois recintos megalíticos, que distam
entre si pouco mais de um quilómetro, apresentam plantas e implantações semelhantes às
do Cromeleque dos Almendres, embora com dimensões mais modestas.
Alguns monólitos apresentam as habituais gravuras, em alto e baixo relevo. |

Cromeleque de Portela de Mogos
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4 - Menir da
Oliveirinha
Um dos maiores menires da região; jaz
tombado nas proximidade imediatas do único ponto em que se tocam as Bacias Hidrográficas
do Tejo, do Sado e do Guadiana.
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5 - Menir da
Casbarra
O menir da Casbarra faz parte de um conjunto
de alguns menires dispersos nas imediações do Monte da Casbarra e localiza-se no
alinhamento dos Cromeleques da Portela e de Mogos e de Vale Maria do Meio e à vista da
cidade de Évora.
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6 - Anta do Zambujeiro
Trata-se da maior anta conhecida,
constituída com a clássica câmara de sete esteios e corredor longo; apresenta a mamoa
relativamente bem conservada e parece integrar-se no sistema de alinhamento regional
formado pelos grandes cromeleques alentejanos. |

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7 - Anta do Paço das Vinhas
Anta monumental, com câmara de sete esteios
e corredor, com a estrutura pétrea muito bem conservada, mas sem vestígios de mamoa. |
8 - Castelo do Giraldo
O Castelo do Giraldo é um dos raros povoados
conhecidos no Alentejo em que se confirmou uma ocupação quase contínua desde o terceiro
até aos finais do primeiro milénio antes de Cristo, com uma reocupação esporádica em
época medieval. Trata-se de uma interessante fortaleza natural, reforçada com muros
defensivos, donde se abarca visualmente uma grande extensão da planície eborense. |

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9 - Alto de
S. Bento
Este cabeço constitui um dos miradouros
privilegiados sobre a cidade de Évora; no local, implantou-se um dos mais antigos
povoados pré-históricos da região. |
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Anta do Zambujeiro
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