Sabia que...
 
Edição de 21 de janeiro de 2020
 
   
 

 

… só no século XIX foram adotadas medidas profiláticas em Évora?

 

Até ao século XVIII, a vida e a morte, a doença e a saúde eram estados determinados por vontade divina. Assim, aquando da eclosão de epidemias, apelava-se à misericórdia divina e não se tomavam medidas profiláticas ou sanitárias. As doenças curavam-se mais depressa por milagre do que com cuidados de higiene. Estava-se muito longe de imaginar que as doenças provinham de causas naturais, sem nunca se associar as doenças ao ambiente insalubre.

Somente no século XIX se compreendeu que grande parte das doenças infetocontagiosas proliferava por causa das péssimas condições sanitárias e da inexistência de medidas profiláticas.

No caso de Évora, sabemos que foram tomadas várias medidas devido ao facto de se encontrarem depositadas no Arquivo Municipal diversas disposições no sentido de evitar a acumulação de lixo nas ruas, como é o caso das Posturas Municipais de 1836 que no seu artº 1º obrigava o “Rendeiro da limpeza da Cidade … atrazê-la limpa, e aceada”, no nº 2 estipulava que “Nenhum morador desta Cidade poderá lançar nas ruas immundicia alguma porem somente nos lugares designados pela Camara, ou sobre os transportes da limpeza”, no nº 4 “todos os moradores da Cidade são obrigados a mandar varrer as ruas na frente respetiva das suas habitações ao menos todos os Sabbados” e no nº 7 “Toda a pessoa aquém morrer algum animal fica obrigada a enterra-lo bem fora da Cidade a mil passos de distancia”.


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