Por Eduardo Luciano
Vereador Câmara Municipal de Évora
 

Cidade que educa?

 

Que Cidade é esta que se pretende educadora? É a cidade que condiciona as aprendizagens dos seus cidadãos a um percurso assente na valorização do seu património passado e cuja memória pretende justificar o presente?


É a Cidade que se desconstrói e reinventa para olhar os dias que se seguem e que abdica da transmissão de valores supostamente tradicionais para criar (inscrever, nas palavras de José Gil) formas de agir que a tornem mais próxima da dimensão humana que desejamos necessária para a nossa vivência colectiva?
Será a Cidade que busca na destradicionalização (nas palavras de Carlos Fortuna) as rupturas necessárias que a constroem num diálogo permanente e profícuo com os seus cidadãos?


O que é a cidadania e quem são os cidadãos da Cidade educadora? Os que passivamente registam a realidade e pretendem mostrá-la sob forma de denúncia sem arriscarem a acção necessária para a mudança? Os que assumem que são os únicos donos de um qualquer caminho messiânico que supostamente irá transformar a Cidade no espaço que idealizaram para si mas sem terem em conta as virtuosidades das propostas dos outros?


Pode a Cidade educadora agir de forma diferente sobre os cidadãos que a habitam em relação aos cidadãos que a visitam? Continuaremos nós, Cidade Educadora, a registar no nosso léxico diário a palavra “turista” que enchemos conceptualmente como uma fonte de receitas (uma espécie de porta-moedas com pernas) em vez de percebermos que a riqueza que o visitante deixa são os ensinamentos de formas de viver que desconhecemos, destruindo o preconceito de que outro, por ser diferente, se transforma num estranho?


Construímos um edifício teórico em torno de um conceito que nunca conseguimos explicar aos cidadãos e que não percebemos que a sua concretização é tão transversal a todas aa actividades que nunca poderá caber num Gabinete, Divisão, Departamento ou Pelouro.


A Cidade Educadora está lá fora. Os agentes da Cidade Educadora são os mesmos dos dois lados da questão. O nosso papel assenta muito mais na aprendizagem do que a Cidade nos seus perpétuos movimentos nos pode dar do que na construção de uma qualquer estratégia tutelar sobre a Educação.
Tantas interrogações e tanta gente cheia de certezas sobre caminhos percorridos, quando o que é necessário é a afirmação das dúvidas sobre os caminhos a percorrer.

 

 

 

O papel da tecnologia no contexto do estado de emergência e de calamidade

 

Por Divisão de Informática e Tecnologias de Informação


 

O surto do novo coronavírus, que assolou o mundo desde o início deste ano, desencadeou uma crise de saúde sem precedentes, que ainda dura, precedida de outros efeitos nefastos sobre vários aspetos das nossas vidas. Em termos económicos, por exemplo, as empresas ressentiram-se da situação de confinamento, tendo muitas delas tido que encerrar ou suspender a sua atividade. Em termos laborais, o efeito foi transversal a praticamente todos os setores da sociedade, com as entidades empregadoras a terem que colocar os seus trabalhadores em casa, além de terem que reunir as condições necessários para a prevenção daqueles que não puderam confinar-se. Também para as famílias a transformação foi atroz, com as pessoas impedidas de conviver com os seus entes queridos devido ao isolamento profilático e à manutenção do distanciamento social, mas também por toda a transfiguração dos lares provocada pelo cancelamento das aulas e pelo encerramento das escolas, assim como pela necessidade de muitos terem que partilhar o espaço da casa, tantas vezes limitado, entre os que estudam e os que trabalham à distância.
A tecnologia não pode ainda impedir o aparecimento de pandemias. No entanto, pode ajudar a impedir a sua disseminação, a educar, a alertar e a capacitar as pessoas no terreno para estarem cientes e mais preparadas para as situações, diminuindo-se visivelmente o impacto das mesmas. Ou seja, um bom uso das soluções tecnológicas hoje existentes, ajuda não apenas a combater a pandemia, mas pode, no futuro, mudar a maneira como lidamos com essas situações.
O papel da tecnologia foi, e continua a ser, fundamental na mitigação do impacto desta pandemia. Nos primeiros tempos, altura em que, ainda desconhecida, se expandia pelo planeta, foi desencadeada uma mobilização a nível mundial de recursos tecnológicos como nunca antes vista, em resposta à rápida disseminação do vírus. A tecnologia, que tem desempenhado desde o início um papel na medição da progressão da doença causada por este coronavírus (COVID-19), assim como ajudado a garantir a segurança dos cidadãos ou o apoio às pessoas afetadas, teve também um papel crucial para manter a sociedade a funcionar, em momentos de bloqueios e quarentenas. Da manutenção das relações sociais à continuidade dos negócios, passando pelo apoio aos procedimentos de saúde e de segurança das comunidades e pessoas, foram visíveis em toda a parte as inúmeras iniciativas de partilha de recursos e de conhecimentos, realização de iniciativas através da Internet, soluções de trabalho e ensino à distância, e mesmo aliviar alguns dos efeitos colaterais do distanciamento social.
A atual crise da saúde colocou um desafio sem precedentes às organizações corporativas, que tiveram que se adaptar rapidamente às novas realidades. No caso do Município de Évora, a prioridade foi garantir a segurança e a saúde dos seus munícipes, mas também dos seus funcionários. A estes foram disponibilizados os meios possíveis que, não tendo sido certamente os ideais, garantiram a disponibilidade das ferramentas necessárias para o trabalho, presencial e à distância, em tempo recorde. Muitas das medidas que se mantiveram durante os períodos de vigência das quarentenas e estados de emergência e de calamidade, continuam a ser asseguradas em prol da melhor segurança de todos. Ninguém estava preparado para o que nos está a acontecer. Mas, desde o início da crise do COVID-19, e seguindo as diretrizes das autoridades, o Município de Évora manteve os seus serviços em funcionamento, multiplicados os procedimentos passíveis de serem feitos pelos utentes sem saírem de casa.
A crise da COVID-19 ofereceu-nos, aparentemente, uma visão repentina de um mundo futuro, no qual o digital se tornou central em todas as interações, forçando organizações e indivíduos a avançar na curva da sua adoção, praticamente da noite para o dia. No agora regresso da possível normalidade, a tecnologia tem desempenhado um papel fundamental na reconstrução da economia e da cooperação internacional. Vivemos agora num mundo no qual os canais digitais se tornam no principal, ou nalguns casos, no único, modelo de ‘engagement’ do utente ou cliente e em que os processos automatizados se tornam o principal fator de produtividade.
Os impactos sociais e económicos da pandemia são ainda difíceis de prever. Às preocupações com a saúde da população juntam-se agora outras que se prendem com os temores de uma grave crise económica. As tecnologias digitais têm um papel fundamental a desempenhar durante esta fase de reorientação. Elas serão o veículo da reformulação, fundamentalmente das abordagens e do desenvolvimento de uma cultura diferente de trabalho, em que formas de trabalho ágeis são um pré-requisito para atender a mudanças aparentemente diárias no comportamento das pessoas.
É chegada a hora de reavaliar as iniciativas digitais - aquelas que fornecem ajuda a curto prazo para funcionários, utentes, clientes e o amplo conjunto de partes interessadas pelas quais as empresas são cada vez mais responsáveis e aquelas que o posicionam para um mundo pós-crise. Neste mundo novo, ou nesta “nova normalidade” algumas coisas voltarão à forma anterior, enquanto outras serão alteradas para sempre. Mas a tecnologia continuará a
desempenhar um papel no impacto social e no bem-estar das pessoas e no funcionamento das organizações, sendo mesmo cruciais para o suporte da infraestrutura subjacente dos modelos de trabalho à distância e ao ensino à distância, permitindo assegurar a milhares de pessoas a manutenção dos empregos ou a sua progressão em termos de Educação. E, porque as experiências de hoje levarão a novos avanços tecnológicos daqui para a frente, destacamos o papel das tecnologias de rede e de comunicação que servem como espinha dorsal para manter a ‘conectividade’ social, não apenas para reuniões de trabalho ou aulas, mas com familiares e amigos, mitigando os efeitos emocionais e psicológicos da impossibilidade de nos reunirmos fisicamente.



 

 

A cidade de Évora no diálogo entre a ética da universalidade do Turismo e a Educação universal

 

José Saramago exaltou, numa entrevista sobre o seu extraordinário livro “Viagem a Portugal”, uma das mais icónicas descrições sobre a viagem... “o fim de uma viagem é apenas o começo de outra”. Neste livro, Saramago não escreve um guia de viagem, mas sim um conjunto de diálogos e confrontações com o espaço, culturas e pessoas, no fundo com territórios que lhe permitiram deambular entre as suas perceções subjetivas dos lugares e as objetividades culturais dos locais que visitou. A sua obra abre-nos um espaço de cultura e Educação, um verdadeiro hino à viagem no seu puro significado cultural e educacional!

 

A cidade de Évora, mistura em si todas as letras pronunciadas por José Saramago, numa inquestionável dimensão cultural, educativa e turística.(ler mais)

 

A TIPOGRAFIA TRADICIONAL EBORENSE E A SUA FORTE LIGAÇÃO À IMPRENSA, À COMUNIDADE E À BILIOTECA PÚBLICA DE ÉVORA

 

A arte da tipografia chegou a Portugal um século depois da invenção de Gutenberg (c. 1452), a qual revolucionou o mundo da comunicação, algo só superado por uma outra invenção, a internet.

 

A COLECÇÃO VISITÁVEL DA TIPOGRAFIA TRADICIONAL EBORENSE, distante dos primeiros impressores eborenses, enquadra e testemunha as técnicas, os materiais e o saber-fazer desta arte, resultado de um número fantástico de tipografias que funcionaram e produziram um sem fim de materiais gráficos. Entre esses se destacando jornais e revistas da cidade, redigidos, compostos e impressos, entre finais do século XIX e durante o século XX, cuja fruição se pode ainda hoje fazer numa das bibliotecas mais antigas do país: a Biblioteca Pública de Évora.  (ler mais)

 

As bandas filarmónicas no Concelho de Évora: aprendizagem e dinamização territorial

 

No concelho de Évora têm atividade regular quatro bandas filarmónicas: Associação Filarmónica 24 de Junho, Associação Filarmónica Liberalitas Julia, Casa do Povo de Nossa Senhora de Machede e Grupo União e Recreio Azarujense. As bandas desenvolvem um importante papel de formação de músicos e de pessoas, assim como de dinamização do território onde se inserem. São também representantes do concelho de Évora sempre que têm atuações.


Esta atividade cultural constitui uma forma de aproximar as populações da música, quer pela possibilidade de integrar a banda e assim aprender música, quer ainda pela simples audição das suas apresentações. Estas bandas, e em particular aquelas sediadas em freguesias rurais (Azaruja, Nossa Senhora de Machede e S. Miguel de Machede), têm também um papel identitário dessas terras, sendo um orgulho para a sua população. 
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Entendimento sobre Jogos Tradicionais

 

Os jogos tradicionais são parte integrante do património cultural específico das diversas regiões do país.
 

Quando procuramos esclarecer o significado da palavra “Tradição”, o dicionário devolve-nos significados relativos à transmissão de factos ou dogmas, de geração em geração. Entre estes factos ou dogmas incluem-se notícias, boatos, rumores, símbolos, memórias, recordações, usos, festas, celebrações, hábitos e, também, jogos. Porque assente na ação contínua de transmitir algo, a Tradição não será apenas o passado, mas também o prolongamento, a continuidade de algo.

 

Os jogos, enquanto ações humanas associadas a costumes, comportamentos, memórias, crenças, e outros, vão-se transmitindo e prolongando, podendo, igualmente, desaparecer e, com eles, os aspetos culturais associados. (ler mais)

 
Por uma Évora mais Limpa
Jovens em Acão de voluntariado ambiental

Mais de três dezenas de jovens participaram recentemente numa ação de voluntariado ambiental que consistiu na recolha do lixo existente num terreno anexo a uma das partes da Circular de Évora, próximo a dois postos de abastecimento de combustível. (ler mais)

 

 
Câmara de Évora assinou contrato da empreitada de Requalificação e Modernização da EB de S. Mamede

O contrato da empreitada do concurso público de Requalificação e Modernização da EB de S. Mamede foi assinado entre o Município de Évora e a sociedade ADCJ Lda. (ler mais)

 
Município de Évora aposta na recolha seletiva e valorização de biorresíduos

A Câmara Municipal de Évora apresenta um projeto inovador para recolha seletiva e valorização de biorresíduos: “ÉVORA+VERDE – Recolha Seletiva de Biorresíduos”.. (ler mais)

 
Évora conquista 21 Bandeiras Verdes

Mais de duas dezenas de escolas do concelho de Évora foram galardoadas com a Bandeira Verde Eco-Escolas 2020, um prémio que reconhece o trabalho de todos os que contribuíram para tornar mais sustentável o dia-a-dia da escola e da comunidade onde esta se insere.
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6 e 8 de agosto

Comemoração dos 75 anos
dos bombardeamentos de
Hiroshima e Nagasáqui

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27 de setembro

Dia Mundial do Turismo
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19 de agosto

Dia Mundial da Fotografia
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Nesta edição colaboraram: Divisão de Educação e Intervenção Social; Divisão de Informática e Tecnologias de Informação;
Divisão de Cultura e Património; Divisão de Juventude e Desporto; Arquivo Fotográfico da Câmara Municipal de Évora; Divisão de Comunicação;
Jaime Serra | Universidade de Évora; Conselho Português para a Paz e Cooperação

 

  
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