Por Alexandre Varela
Vereador Câmara Municipal de Évora


Alterações Climáticas e Transição Energética em Évora

No decorrer da década de 90 do século XX, na ressaca da Conferência do Rio de Janeiro em 1992 sobre desenvolvimento e meio ambiente, a Câmara Municipal de Évora reclamava um estatuto de cidade de média dimensão, do qual não queria abrir mão em nome da sustentabilidade ambiental, da qualidade da vida urbana e da conservação de características patrimoniais e idiossincráticas que granjearam a classificação da UNESCO. As boas práticas de então apontavam também para o papel das cidades enquanto agentes educativos, certamente inspirados no princípio de comunidade há muito conceptualizado por Ferdinand Tönnies.

Seguindo os preceitos da cidade educadora a que aderiu em 2001, o Município de Évora tem procurado reincorporar práticas de gestão participada que, à semelhança daqueles momentos verdadeiramente instituidores dos anos 80 e 90 com a construção de estratégias amplamente participadas, está na génese dos processos inclusivos de investimento na população e no seu capital social.

Recentemente, a população de Évora foi confrontada com dois processos ambientalmente relevantes – a exploração mineira da Boa-Fé e o atravessamento da cidade por comboios de mercadorias – os quais despertaram o interesse das comunidades e acabariam por motivar um forte envolvimento cívico em defesa de valores e princípios ambientais. Em ambos os casos, resultando no reforço da consciência ambiental das populações e na ponderação relativa dos valores em jogo.

A afirmação de uma cidade sustentável depende por isso da forma como o conceito é apropriado pela população e, naturalmente, do quadro de valores reproduzido num dado espaço-tempo.

Projectos como a Reabilitação do Aqueduto da Água de Prata, a implementação de um Laboratório Vivo para a Descarbonização e o POCITYF têm uma expressão determinante na racionalização dos recursos e na mensagem que se pretende passar em torno do papel que cabe a cada um, nas respectivas estruturas sociais em que se movimenta. O Plano de Mobilidade Urbana em curso representa um dos mais significativos inputs para a revisão do Plano Director Municipal, com previsíveis efeitos na assunção de uma cidade inclusiva, ambientalmente sustentável e com a chancela da qualidade de vida que a distingue de muitas outras cidades.

Mas a nossa responsabilidade não passa apenas pela atenção que damos às [convencionadas] questões do momento. Passa também pela reificação dessas questões em outras dimensões. Os resíduos que produzimos constituem dos mais decisivos desafios à sustentabilidade não só pelo impacto negativo que têm mas, sobretudo, pelos recursos utilizados para satisfazer a voragem consumista do Mundo. E a situação gera estupefacção quando, por artes mágicas, transformamos de um momento para o outro bens de consumo em resíduos prontos a descartar. Em muitos casos, de qualquer maneira e em qualquer lugar, escudando-se o humano num trintaeum de justificações «morais» que apaziguem a falta...

No muito que temos a aprender e a ensinar, defender o ambiente pode passar por amplas mudanças no paradigma vigente e inverter a racionalização da ideia de progresso exclusivamente assente no discurso tecno-científico. Reduzir, reutilizar e reciclar – os princípios que enformam o conceito da Economia Circular – são medidas importantes mas insuficientes. É por essa razão que, para além de formar cidadãos, a Cidade Educadora tem também a obrigação de mostrar alternativas.

 

 

 

EDUCAÇÃO AMBIENTAL

 “(…) o ser humano, ao invés de se adaptar à Natureza tem capacidade e tem vindo a adaptar a Natureza aos seus interesses. Este poderio tecnológico, por um lado, e uma sociedade tendencialmente hegemónica baseada na ideologia do lucro, do individualismo e da exploração, por outro lado, criaram a ilusão de que o ser humano pode impor-se à Natureza sem consequências. Como aprendemos, ou não, uma ação gera reacção… (…). Então, importa sublinhar que (…) a tomada de consciência (…) é o primeiro passo para a procura e concretização de políticas, programas, ações de resposta. Essa tomada de consciência também tem que ser feita ao nível local, ao nível do concelho. Compreender e agir é imprescindível! (…)”.
Prefácio do Presidente da CME, Carlos Pinto de Sá, na Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas de Évora.

A Câmara Municipal de Évora (CME) tem vindo a implementar diversos projetos de cariz ambiental, tendo inclusive escolhido o lema “Agir pelo ambiente, construir um concelho sustentável” como tema geral das Grandes Opções do Plano Municipal para 2020.  (ler mais)



 

 

FEIRA DE SÃO JOÃO

 

A Feira, mercado da cidade, começou por ser o mais cómodo meio do produtor para negociar os produtos da terra e os gados, numa época em que não podia ir para muito longe da sua herdade, visto as comunicações serem difíceis.
Évora, como a maioria das cidades do Reino, não tinha espaço coberto dentro do amuralhado romano, por isso, ainda durante a ocupação romana se expandiu para fora, utilizando a Porta da Rua da Selaria e a do Arco de D. Isabel.
A Praça Grande, depois do Giraldo, no séc. XIII, era conhecida por “arravalde apres dhu fazem a feyra” por ser junto à Porta de Alconchel, que se faziam compras e vendas.
Mais tarde, quando a Praça Grande já não satisfazia as exigências do viver quotidiano da população, o Rossio passa então a desempenhar essas funções.
Évora conheceu diversas feiras, sendo que a de S. João data de 24 de Junho de 1569.
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Laboratório Vivo para a DescarboNização de Évora

O Laboratório Vivo para a Descarbonização de Évora (LVpD) tem como principal objetivo a adaptação de um espaço urbano com identidade local para se tornar num espaço de teste, demonstração e apropriação de soluções tecnológicas integradas em contexto real. Este laboratório irá promover a descarbonização na vivência da cidade, através da integração de soluções nos domínios, entre outros, dos transportes e da mobilidade, eficiência energética em edifícios, serviços ambientais inovadores e promoção da economia circular, numa lógica de interação entre o município, os centros de conhecimento, as empresas, as indústrias e os cidadãos. Pretende, ainda, afirmar-se como um ambiente de baixo carbono, resiliente, acessível, participado e conectado.  (ler mais)

 
Banco manuais escolares de Évora aberto a partir de 20 de julho

A partir do dia 20 de julho está aberto o Banco de Manuais Escolares de Évora que disponibiliza livros a alunos entre o 5º e o 12º ano que estudem numa escola do concelho. (ler mais)

 

 
Oficinas do programa Artes à Escola decorrem na Ludoteca de Évora até 16 de agosto

Iniciaram-se a 4 de julho as oficinas lúdico-pedagógicas do programa Artes à Escola no espaço exterior da Ludoteca de Évora. Destinam-se a todas as crianças entre os 6 e os 10 anos e prolongam-se durante todos os fins-de-semana de julho e agosto. (ler mais)

 
1, 2, 3 Gira outra vez: Câmara Municipal de Évora lança jogo online para crianças

A Autarquia eborense lançou um jogo online para as crianças brincarem em casa. Uma resposta educativa em tempos de pandemia que resulta da colaboração entre a Biblioteca Itinerante Loja dos Sonhos e a Ludoteca. (ler mais)

 
Projeto Jovens Contra o Fogo: Câmara de Évora aceita candidaturas para vigilância do Alto de S. Bento

Estão a decorrer as candidaturas ao projecto Jovens Contra o Fogo destinado à vigilância fixa do Alto de S. Bento no período de Verão, até 28 de agosto. Os jovens, entre 18 e os 30 anos,
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1 de junho

Dia Mundial da Criança
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26 de junho

Dia Internacional contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas
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5 de junho

Dia Mundial do Ambiente
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Nesta edição colaboraram: Divisão de Educação e Intervenção Social; Divisão de Cultura e Património | Maria do Rosário Martins;
Divisão de Comunicação; Divisão de Ambiente e Mobilidade; Gabinete de Apoio à Presidência e Vereação | Pedro Costa; LPN | Carlos Cruz; CRI | Paulo de Jesus e Sofia Martelo

  
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