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NOTÍCIAS

 

Venham mais 20!

O país tinha duas décadas de Revolução, António Carrapato exercia a profissão

de fotógrafo há cerca de dois anos. Évora, a pulmões cheios, aclamava os princípios de

Abril e oferecia um programa com imensas actividades comemorativas. António

Carrapato, timidamente, atingia um dos primeiros patamares na carreira: uma exposição

na Câmara Municipal. Corria o ano de 1994.

A música, a animação de rua, os jogos tradicionais e o desporto tomaram conta

da cidade nesse ano, com grande força em Abril e durante a Feira de S. João. António

Carrapato registou esses meses de exultação e apresentou ao público, no final desse ano,

um conjunto de imagens, discretas e subtis.

Vinte anos depois o fotógrafo traz de novo aos Paços do Concelho as fotografias

dos actos que aplaudiram uma Revolução com 20 anos. O olhar jovem ganhou preceito e

o gosto tornou-se ofício, mas António Carrapato traz desse tempo marcas indeléveis,

enquanto fotógrafo, enquanto cidadão.

Venham mais 20! Diz hoje, em Julho de 2014.

 

EBORENSES Retratos de Eduardo Nogueira

Palácio de D. Manuel, 20 de Junho a 30 de Julho

Natural de Fatela (Fundão), Eduardo Nogueira (1898-1969) veio para Évora em 1928, instalando-se na Rua de Avis, 24, local onde anteriormente estivera a Photographia Lisbonense de Ricardo Santos.

Ao longo de quatro décadas, Eduardo Nogueira irá retratar o quotidiano público e privado da cidade, captando momentos marcantes do ciclo de vida dos seus habitantes, desde o nascimento à morte.

Profissional competente, foi homem multifacetado, com interesses variados nas áreas da literatura e da pintura. Para além da sua actividade comercial, participou em diversas exposições nacionais e internacionais, tendo obtido diversos prémios e distinções, não tendo, contudo, integrado qualquer associação ou grupo fotográfico.

As fotografias expostas datam do período compreendido entre 1930 e finais de 1950. Um primeiro conjunto, que poderíamos classificar como imagens/documentos, são retratos realizados por encomenda e destinados a registar a realidade vivida, e um segundo conjunto composto por retratos artísticos, desvinculados da realidade e exclusivamente preocupados com cânones estéticos e de composição fotográfica.

O conjunto expositivo representa, assim, uma visão parcelar da realidade económica, social e cultural eborense, correspondendo a um conjunto de códigos sociais, característicos de uma sociedade fortemente estratificada como era o de Évora naquele tempo.

Não obstante, lançam luz sobre a continuidade dos rituais da vida social de que um dia fizeram parte. Testemunham a maneira como cada comunidade fotografada se deixava fotografar, deixando intuir um inventário de situações e valores de cada grupo, um propósito de legitimação e memória, quer para a família, quer para o grupo, quer para a empresa fotografados.

Esta é a terceira vez que o Arquivo Fotográfico da CME expõe retratos de eborenses. Conscientes do papel sagrado, social e psicológico que cada imagem encerra, procurámos criar um discurso expositivo que reflectisse o respeito pela substância humana armazenada na memória fotográfica, deixando falar o silencioso passado com toda a sua insolúvel complexidade…

 

 

EXPOSIÇÂO FOTOGRÁFICA

Memórias do Convento de S. Bento de Cástris,

na Galeria da Casa de Burgos

No âmbito das Jornadas Europeias do Património 2012, este ano sob o tema "O Futuro da Memória", a partir do próximo dia 28 de setembro, encontrar-se-à patente na Galeria da Casa de Burgos, em Évora, a exposição Memórias do Convento S. Bento de Cástris, organizada pela Direção Regional de Cultura do Alentejo com o apoio da Câmara Municipal de Évora – Arquivo Fotográfico.

A exposição integra um conjunto de 20 fotografias sobre as memórias do referido convento - quer no âmbito patrimonial, quer das várias utilizações de que o mesmo foi alvo, inclusive como espaço lúdico, podendo ser visitada até dia 19 de outubro.

 

Jornadas Europeias do Património - 28 de Setembro de 2012

Projecção do filme/documentário

Évora Encantadora de J.César de Sá

 

A Câmara Municipal de Évora, no âmbito do programa de comemorações das Jornadas Europeias do Património, vai promover na próxima sexta-feira, dia 28 de Setembro, pelas 21H30, no Auditório Soror Mariana, a projeção de um filme/documentário de J. CÉSAR DE SÁ sobre a cidade de Évora.

O filme, rodado em 1929 por J. CÉSAR DE SÁ é um roteiro que percorre os mais significativos espaços de Évora, com imagens que igualmente refletem o seu quotidiano: o Templo Romano e a Praça do Geraldo, com a já desaparecida Brasserie, a fonte da Porta de Moura, onde miúdos  enchem cântaros enquanto  adultos descalços lavam burros, os primeiros automóveis a descer a R. de Serpa Pinto, os varandins do Convento do Calvário onde se debruçam meninas de cabelo cortado à garçonne, o Jardim do Claustro do Convento der S. Bento de Cástris – que nos deixam entrever o passado desta bela cidade que seria mais tarde classificada pela UNESCO como  Cidade Património Mundial.

J. CÉSAR DE SÁ  foi um dos grandes diretores de fotografia do cinema português. Nessa qualidade, esteve ligado à realização de três dezenas de filmes/documentários e foi também diretor de fotografia em alguns dos filmes mais significativos da história do cinema português – como “Chaimite” e ”A Canção de Lisboa”.

A banda sonora que foi especialmente criada para acompanhar a projeção do filme, originalmente mudo, é da autoria de António Bexiga e de Zeps, artistas multifacetados envolvidos em diversos projetos na área da música, da dança contemporânea, da poesia e da composição.

O filme que vai ser exibido foi descoberto em 1990, quando, ao revolver arquivos em busca de documentação e imagens que pudessem ilustrar o levantamento histórico-sociológico efetuado para a realização de uma exposição retrospectiva do séc. XX em Évora, foi localizado no sótão do edifício da Câmara Municipal de Évora um conjunto de caixas com bobines de um filme sobre Évora, de 35 mm, com suporte em nitrato – material altamente inflamável, pelo que o seu manuseamento, transporte e projeção exigiam cuidados específicos.

A Cinemateca Nacional foi contatada e prestou valiosa contribuição quando à forma de atuar, e o filme foi transportado, com as necessárias precauções, para a Tobis Portuguesa, onde foi feito o seu primeiro visionamento. Seguiu-se a sua restauração e a sua passagem a vídeo, ficando a cópia original depositada na Cinemateca. Posteriormente, foi passado para o suporte digital em que vai ser exibido.

O comprimento do filme (100 metros –  que o enquadra no panorama conjuntural gerado pela vulgarmente designada  lei dos cem metros,  resultante da vigência do Dec. Lei de 6 de Maio de 1927 segundo o qual, em todos os espetáculos cinematográficos, deviam ser exibidos pelo menos 100 metros de fita nacional), certos aspetos técnicos e o rigor das legendas levaram à hipótese de que teria sido elaborado no âmbito de um conjunto de estratégias de promoção da cidade com vista à apresentação na Exposição de Sevilha, incluindo a produção de um guia turístico, cartazes e até a construção de novo hotel. Pesquisas posteriores confirmaram esta tese, e o filme seria pela primeira vez apresentado ao público a 27 de Outubro de 1929, no Salão Central Eborense, sendo objeto de apreciações muito positivas, de que se fizeram eco os jornais de então. Em Junho de 1990, após a sua passagem a acetado e posteriormente a vídeo, foi projetada no Palácio de D. Manuel uma cópia em VHS, no âmbito da Exposição Estórias de um Século.

 

Banda Sonora

Depoimento dos autores

Um filme sobre Évora antiga. Mudo. 2 dias para por som às imagens de um realizador de quem nem sabemos o nome. Uma tarefa impossível, por isso, perfeitamente aceitável.

Dos filmes antigos, vêm à memória bandas sonoras cheias de escalas irrequietas subindo e descendo o piano. Essa foi a primeira hipótese que colocámos e desviámos de imediato.

Decidimos percorrer o caminho mais improvável: fazer música original com os instrumentos que  habitam o micro-estúdio 48.

O piano, ou melhor, um teclado aspirante ao dito instrumento seria a escolha óbvia, por isso optámos pela viola campaniça, que tem o alentejo inteirinho lá dentro e pela guitarra, às vezes com slide, a lembrar outro sul e outra planície.

Gravámos quase ao primeiro take: Som directo para dentro de um computador. Quase sem mistura. Quase sem masterização. Os erros, fomos nós que os tocámos. Todos. Como se fosse ao vivo. Salvaguardado o devido intervalo tecnológico, também se fazia assim na altura em que o filme foi rodado.

Évora, 1929. Os mesmos lugares, pessoas diferentes. A mesma crise. A mesma esperança!

Ficha técnica 

Música Original de Tó-Zé (António Bexiga) e Zeps

Gravado nos dias 18 e 19 de Setembro de 2012 no micro estúdio 48, em Évora.

Guitarras e viola campaniça - Tó-Zé

Guitarra, Guitarra Slide e Cuatro Venezuelano - Zeps

 

Sinopses

António Bexiga [Tó-Zé]

Nasceu em Évora em 1976. Em 1981 recebeu o seu primeiro instrumento: um órgão a pilhas de marca Antonelli. Estudou piano, guitarra e um pouco de Jazz no século passado. Tem participado em muitos e variados workshops como aluno, monitor e organizador. Muitas vezes, abusando do poder da ubiquidade, nos três papéis ao mesmo tempo. Passou a maior parte da sua vida, como músico, a tocar rock e música pretensiosamente experimental, até que lhe faltou o pé e subiu à superfície agarrado aos sons dos instrumentos e das vozes que cantam e contam em português. Descobriu a música de inspiração tradicional e o prazer de a virar do avesso para chegar mais perto dela. Nessa viagem, (re)descobriu a viola campaniça -, as cordas de lata, no seu entender, fazem as vezes do pedal de distorção. Entranham-se na pele como o resto do sul, para ficar. António tem vindo a explorar este instrumento em contextos de folk/fusão, rock e outras músicas igualmente desalinhadas. Como compositor, para além de uma mão cheia de discos e outra de singles e afins, fez música para teatro, dança contemporânea, teatro de marionetas e cinema. António estudou comunicação social e produção cultural. Não entregou a tese de mestrado, mas aprendeu várias modinhas cabo-verdianas com o “Toy do Baixo”. Nunca pediu o certificado da pós-graduação em “Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação”. Teve várias profissões: entre outras, foi apanhador de lenha, embalador de nozes, taxista e funcionário público.

Projectos recentes: Uxu Kalhus, NMB, Bicho do Mato, O Rijo, Un Hobo en América, Unstable [dança contenporânea], Mistério das Vozes Vulgares, Jam do Jogo [performance interactiva - Lud In], Ocarina [música e dança - músicos e bailarinos de vários países europeus] e um duo de guitarras com o Zeps que ainda não tem nome.

Zeps

Nascido em 68 toca guitarra desde os 6 anos de idade. Aos 16 anos funda o projecto 'Prós & Contras'. Mais tarde já no inicio dos anos 90 entra para o projecto 'Gasgânia'.

Por volta do ano 2000 funda o projecto 'Dedos na Ferida'.

Em 2002 ingressa nos ' Hands On Approach' fazendo com eles a tournée do seu 2º álbum: 'Moving Spirits'. A colaboração com os HOA ainda continua, fazendo alguns espetáculos com eles.

Mais tarde em 2005 surgem os 'Sons de Cá', de Évora, gravando e tocando por esse país fora. Em 2005 funda o projecto 'Os Outros'. Em 2009 surge como um dos 5 elementos do projecto Pucarinho.

Em finais de 2010 muda-se para Évora e inicia um serie de colaborações com varias associações locais: Associação do Imaginario com o projecto Django Tribute. Associação Colecção B com participação no Blind Date incluido no Festival Escrita na Paisagem. Associação Pé de Xumbo com os Encontros de Músicos mais tarde os Toques do Caótico com quem realiza vários bailes tradicionais.

Em 2011 é um dos fundadores do projecto Bicho do Mato e grava com os Pucarinho o seu 1º Album ‘Na Rua Amarela’ (Edição Vauchier & Associados). No mesmo ano e através da Associação Pé de Xumbo entra para o projecto Aqui Há Baile tocando em varios bailes tradicionais. Começa também a participação no projecto de musica e poesia Ao Lado.

 

No próximo dia 6 de Janeiro, no Museu de Évora

Inauguração da exposição “ A Colecção Fotográfica da Sociedade Harmonia Eborense

A exposição “ A Colecção Fotográfica da Sociedade Harmonia Eborense” é inaugurada no próximo dia 6, pelas 20 horas, no Museu de Évora. Esta mostra, organizada pela Câmara Municipal de Évora e pela Sociedade Harmonia Eborense (SHE), conta com o apoio do Instituto dos Museus e da Conservação/Museu de Évora, da Delegação Regional da Cultura do Alentejo e da Fundação Eugénio de Almeida. Estará aberta ao público até 9 de Março próximo e irá ser editado um catálogo da mesma em data a anunciar.

Recorde-se que, em 28 de Janeiro de 2010, a Câmara Municipal de Évora e a Sociedade Harmonia Eborense assinaram um Acordo de Depósito do acervo fotográfico daquela sociedade no Arquivo Fotográfico municipal. No âmbito desse acordo a colecção foi inventariada, descrita e, após digitalização, acondicionada em material adequado e colocada na sala de depósito do Arquivo Fotográfico camarário.

Actualmente as cópias digitais das provas fotográficas estão disponíveis ao público no Arquivo Fotográfico municipal e estão a ser colocadas on-line, podendo ser consultadas no Projecto Memória  a partir da data da inauguração da exposição.

 Composta por 339 espécies, esta colecção inclui 154 provas a preto e branco, 61 provas a cor e 124 provas de albumina coladas sobre cartão. Algumas das imagens estavam datadas, podendo balizar-se a colecção entre finais do séc. XIX (1898?) e os anos 80/90 do século XX.

Das imagens existentes, a maioria refere-se a eventos da vida social da SHE: bailes, festas, exposições, etc. Encontra-se também um grande número de imagens referentes a peças de teatro, cenários e grupos de mascarados, bem como um grande número de retratos (sócios, dirigentes, artistas de teatro).

Não sendo uma colecção de um só autor, existem neste acervo provas de fotógrafos com actividade reconhecida em Évora, Lisboa e Porto, entre outras localidades, identificados pelas assinaturas e/ou com o carimbos da sua casa comercial. Destacamos Ricardo Santos (finais do século XIX, inícios do século XX), Cipriano Camarate e Eduardo Nogueira (ambos com actividade entre as décadas de 1940 e 1960) como os autores da maior parte das provas, embora possamos encontrar também imagens de Maria Eugénia Reya Campos, 1.ª mulher photographa portuguesa, António Maria Serra e José Pedro Braga Passaporte, ambos Photographos da Casa Real, Silva Nogueira e David Freitas, entre outros.

Com a presente exposição pretende-se divulgar o espólio tratado e dar uma panorâmica geral do seu conteúdo.

 

Acordo de Depósito de Espólio Fotográfico de Eng. Francisco Barahona Núncio e esposa

Assinalando a Comemoração do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, a Câmara Municipal de Évora e o Sr. Eng. Francisco Barahona Núncio e esposa, D. Maria Beatriz Cavaleiro Ferreira Barahona Núncio, assinaram no dia 16 de Abril um Acordo de Depósito de um conjunto de 3725 espécies fotográficas no Arquivo Fotográfico Municipal.

O acervo depositado é constituído por dois núcleos essenciais: um primeiro englobando um conjunto de 1043 espécies, das quais 892 são estereoscopias datadas de um período compreendido entre inícios do séc. XX e 1930; um segundo correspondente a um conjunto de 2682 espécies fotográficas do Eng. Francisco Cavaleiro Ferreira, pai da Sr.ª D. Maria Beatriz C. F. B. Núncio, constituído por 1355 provas fotográficas a preto e branco e 1327 negativos em película, datados de meados do séc. XX.

O conjunto de estereoscopias depositado é de temática variada, prevalecendo, contudo, os aspectos etnográficos, nomeadamente em torno da actividade agrícola e sociabilidade, constituindo, assim, um conjunto de grande interesse documental para o estudo de técnicas, saberes, usos e costumes vernaculares do Alentejo rural. A técnica utilizada, a estereoscopia, sublinha o ineditismo da colecção.

 O segundo núcleo corresponde a um conjunto de espécies fotográficas reunidas pelo Eng. Francisco Cavaleiro Ferreira (n.16-8-1911;f. 26.2.1997), especialista em transportes e combustíveis, documentando um estudo por ele coordenado em meados do século passado, em torno da utilização de combustíveis alternativos na circulação automóvel. Este segundo conjunto constitui igualmente um documento iconográfico importante para a história dos transportes em Portugal.

Mediante o acordo assinado, as espécies irão ser tratadas e conservadas no Arquivo Fotográfico Municipal e, uma vez digitalizadas, irão ser disponibilizadas à consulta pública.

A Câmara Municipal de Évora regozija-se com o presente enriquecimento do seu Arquivo Fotográfico (actualmente com mais de 400 000 espécies) e sublinha a postura cívica e cultural dos depositantes que, por esta forma, não só garantiram a preservação das suas espécies fotográficas, como criaram as condições para a sua disponibilização pública.

             

 

Acordo de depósito de colecção fotográfica entre a Câmara Municipal de Évora e a Sociedade Harmonia Eborense

A Câmara Municipal de Évora e a Sociedade Harmonia Eborense assinam, no próximo dia 28 de Janeiro, um acordo de depósito da colecção fotográfica daquela Sociedade no Arquivo Fotográfico municipal.

Este protocolo deve-se ao facto da Sociedade não dispor de condições, quer técnicas, quer espaciais, para conservar o seu acervo fotográfico, pelo que, sem perda de propriedade, decidiu depositá-lo no Arquivo Fotográfico municipal, comprometendo-se a Câmara a tratá-lo e a conservá-lo, garantindo também a sua disponibilização pública.

Neste momento, a colecção da Sociedade Harmonia Eborense tem um total de 306 espécies, sendo 146 provas a preto e branco, 61 provas a cor e 99 provas de albumina coladas sobre cartão.

A maioria das imagens refere-se a eventos relacionados com a vida social da Sociedade, destacando-se um grande número de imagens referentes a peças de teatro, cenários e grupos de mascarados. A datação da colecção pode ser balizada entre os finais do século XIX e os anos 80/90 do século XX.

O acolhimento da referida colecção merece a maior relevância por parte do Município, uma vez que para além de ser preservado este importante património, tal decisão permitirá a sua disponibilização pública.

 

 

Fotógrafos, títeres e outros sonhadores, Évora e a História da Fotografia

 

Inspirada na expressão artística dos famosos titeres alentejanos, a Divisão de Assuntos Culturais/ Arquivo Fotográfico, em colaboração com o marionetista Manuel Dias, concebeu, enquanto projecto educativo, um espectáculo de marionetas no qual é feita uma breve resenha dos momentos e figuras mais ligadas aos primeiros anos da chegada da fotografia a Évora.

Assim, tendo por base algumas das figuras típicas dos Bonecos de Santo Aleixo, Padre Chanca, Mestre Salas e sua prima Virgininha, foram introduzidos num texto narrativo original alguns dos primeiros fotógrafos chegados a Évora e que, por um motivo ou por outro, foram marcantes na história da fotografia local - Ulisses d'Oliveira, um dos primeiros fotógrafos viajantes a fixar-se com regularidade na cidade; Jean Laurent, exemplo carismático da passagem pela cidade dos grandes fotógrafos estrangeiros que até aqui se deslocaram para retratar os monumentos mais emblemáticos; Maria Eugénia Reya Campos, que se intitulava a 1ª mulher phographa portuguesa; exemplos a que juntámos as figuras de José António Barbosa (vindo de Setúbal e radicado em Évora nos finais do século XIX), José Pedro Passaporte (Photographo da Casa Real) e Ricardo santos, vindo de Lisboa e o primeiro a construir um estúdio fotográfico de raiz em Évora.

A estar figuras foram acrescentadas, como elos de ligação à cidade e ao seu tempo, António Filipe Simões, director da Biblioteca Pública de Évora e intelectual brilhante; José Maria ramalho Perdigão, um dos mais abastados lavradores da época, responsável pela construção de alguns grandes edifícios da cidade oitocentista, nomeadamente do Teatro Garcia de Resende; ou a irmã Maria Ludovina do Carmo, última freira do Convento de santa Clara, que representa o paradigma do fim de um velho mundo e de toda a reconversão urbanística dos antigos conventos da cidade, no seguimento da extinção das Ordens Religiosas em 1834.

A estreia realizar-se-á no próximo dia 11 de Dezembro, pelas 18 horas, no pátio do Arquivo Fotográfico (Rua Diogo Cão nº19, em Évora).

 

Comemoração dos noventa anos do Grupo Pró-Évora

 

Fundado em 16 de Novembro de 1919, o Grupo Pró-Évora, Associação de Defesa do Património da cidade de Évora, comemora em 2009 noventa anos de existência. Representante da cidade no Concelho de Arte e Arqueologia dos Monumentos Nacionais desde 1920, é um dos grupos de defesa do Património mais antigos do país e a sua actividade foi decisiva na preservação do Património Eborense, tendo contribuído para a classificação de vários imóveis como Monumento Nacional.

A Colecção do Grupo Pró-Évora foi colocada em depósito no Arquivo Fotográfico da CME em 2000. É constituída por 335 espécies fotográficas de diferentes formatos, todas elas em suporte de vidro. A maioria das imagens referem-se à cidade e concelho de Évora e retratam aspectos monumentais e artísticos, reportagens de eventos, levantamentos de obras municipais, imagens do património dos concelhos limítrofes e, ainda, um conjunto de reproduções de documentos e manuscritos antigos.

A Colecção, resultado de compras e doações de espécies para actividades editoriais do Grupo Pró-Évora, reúne imagens de diversos fotógrafos amadores locais, nomeadamente José Monteiro Serra, Caetano da Câmara Manoel, Campos Martins, José António Barbosa, Caetano Polido Júnior, Inácio Caldeira, Mariano, Gama Freixo, J. Lopes Franco (Reguengos de Monsaraz), Pereira & Prostes, Ricardo Santos, António Synarle (Reguengos de Monsaraz), António Vicente da Rocha e Alberto Silva, reportando-se a um período compreendido entre 1890 e 1920.

Cerca de 120 imagens desta colecção podem ser já consultadas no Projecto Memória. Para uma consulta mais rápida, aconselhamos a pesquisa utilizando o termo “Pró-Évora” no campo “palavra chave”.

 

 

O Arquivo Fotográfico da CME / Divisão de Assuntos Culturais vai promover, em Évora, em Junho e Julho, duas acções de formação no campo da Conservação de Fotografia. A primeira, Iniciação à Conservação da Fotografia, terá lugar nos próximos dias 22 e 23 de Junho e será levado a cabo em colaboração com a Associação de Municípios do Distrito de Évora. A segunda, Preenchimento de Lacunas e Retoque em Fotografia, será promovido em colaboração com a empresa Luís Pavão Lda. e terá lugar no dia 13 de Julho.

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Curso de Iniciação à Conservação de Fotografia 

 

Enquadramento e Objectivos

Esta acção surge da necessidade de transmitir aos formandos conhecimentos sobre os principais processos fotográficos; distinguir as diferentes espécies fotográficas; identificar as principais causas e formas de deterioração; conhecer cuidados básicos a ter; organizar e descrever colecções e realizar acções de conservação em espécies fotográficas.

Pretende-se, assim, que no final da acção de formação os formandos tenham adquirido noções básicas sobre descrição, preservação e manutenção de colecção de fotografia, bem como execução de alguns tratamentos mínimos de conservação.

Esta acção realizar-se-á com base num enquadramento teórico, onde serão explicados conceitos e a sua aplicação, e com componentes práticas em que os formandos terão oportunidade de realizar exercícios e trocar experiências.

Entidade Formadora/Formador

AMDE/ Joana Duarte Aleixo e Susana Cunha – Técnicas Superiores do Arquivo Fotográfico da C.M. de Évora.

Destinatários

Pessoal técnico, chefias administrativas e pessoal técnico-profissional e administrativo cujas funções estejam relacionadas directa ou indirectamente com a manipulação de espécies fotográficas.

Horário / Local

22 e 23 de Junho de 2009 (9h – 12h30m e das 14h - 17h30m)

C.M. Évora / Sala reuniões da DAC (Pátio do Salema)

Preço de Inscrição

70€ por formando.

Pagamento efectuado, no acto da inscrição, através de cheque emitido à ordem de AMDE.

A participação na acção de formação inclui dossier com documentação da formação (manual; exercícios práticos; chek lists) e Certificado de Formação Profissional emitido pela AMDE. O número total de formandos será de 12, sendo dada prioridade a técnicos das autarquias do Distrito de Évora.

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Curso de Preenchimento de Lacunas e Retoque em Fotografia

Destinatários

Acção de formação destinada a Conservadores - Restauradores e estudantes de conservação e restauro.

Conteúdos

Preenchimento de lacunas ao nível do suporte, do meio ligante e do material formador da imagem e reintegração cromática.

Número de formandos

 8 a 10 a formandos. Os formandos serão admitidos por ordem de inscrição.

 Formadores

 Ana Coelho e Élia Roldão ( Luís Pavão Lda.)

 Horário / Local

13 de Julho de 2009 (9h30m – 12h30m e das 14h - 18h)

C.M. Évora / Sala reuniões da DAC (Pátio do Salema)

Preço de Inscrição:

80€ + IVA. – inclui pasta com manual do curso e desdobrável, todos os materiais estão incluídos. As inscrições podem ser feitas através do Arquivo Fotográfico da CME.

 

"Bichos e Homens"

Exposição de Fotografia

A Câmara Municipal de Évora, a Associação Cantinho dos Animais e o Grupo Pró-Évora têm o prazer de convidar V. Ex.ª para a inauguração da Exposição de Fotografia “Bichos e Homens” que terá lugar no dia 23 de Outubro, pelas 18 horas, na sede do Grupo Pró-Évora.

No longo caminho evolutivo do homem, os animais foram sempre companheiros de trabalho e de afecto, pois os laços que se criam entre ambos vão muito além das concepções meramente utilitárias.

Esta Exposição, feita em parceria com a Associação "Cantinho dos Animais" e os apoios do Grupo Pró-Évora e do Centro Infantil Irene Lisboa, visa pois constituir um estímulo à defesa dos direitos dos animais, através da fruição estética de um conjunto de fotografias do acervo do Arquivo Fotográfico da CME, no que poderá entender-se como a colocação da arte ao serviço de causas cívicas e civilizacionais.

A mostra "Bichos e Homens" integra-se num ciclo com o qual o Arquivo Fotográfico visa a divulgação do seu acervo e reforça a sua inserção na comunidade, através da sensibilização de públicos diversos para a necessidade de defender a nossa memória fotográfica. Serão expostas 33 imagens, referentes a um arco temporal que vem do final do Séc. XIX até aos nossos dias, da autoria de um fotógrafo amador de Vila Nova da Baronia, Francisco M. Fialho, e dos já nossos conhecidos Gama Freixo, Eduardo Nogueira, Silva Nogueira, António Passaporte e Marcelino Sousa, para além de uma fotografia gentilmente cedida por José Manuel Rodrigues.

Para além da divulgação e da sedimentação da nossa memória colectiva, a exposição constitui também um significativo avanço, no sentido em que articula apoios tão diversos como o "Cantinho dos Animais" (defesa dos animais), o Grupo Pró Évora (defesa do património) e o "Centro Infantil Irene Lisboa", cujos pequenos utentes comentaram as fotografias (educação cívica), deixando claro que entre as funções do Arquivo Fotográfico está também, para além da preservação da memória, uma intervenção social integrada.

E porque não fazê-lo através dos olhares, atentos e amorosos, de "Bichos e Homens"?

"Teus olhos, que tu não vês, Platero, e que ergues mansamente ao céu, são duas belas rosas".

 Platero e Eu

Juan Ramón Jiménez

 

Exposição de Fotografia

“Vamos a banhos”

A Câmara Municipal de Évora (Divisão de Assuntos Culturais/Arquivo Fotográfico e Divisão de Desporto) inaugura no próximo dia 14 de Agosto, pelas 18 horas, uma exposição de fotografia nas Piscinas Municipais, intitulada “Vamos a Banhos!”, com fotografias da autoria de Marcolino Silva (1929-1981), cujo espólio se encontra no Arquivo Fotográfico do Município.

A exposição é composta por 20 ampliações digitais de outros tantos negativos a preto e branco, em película, (6x6), da autoria do fotógrafo Marcolino Silva nos primeiros anos de actividade das piscinas (inauguradas em 5 de Setembro de 1964), reportando-se as mesmas à segunda metade da década de 1960.

As fotografias expostas irão com certeza avivar as memórias de um dos maiores e mais antigo complexo de piscinas do país, do qual os eborenses e visitantes da cidade faziam, à época,  o local preferido para passeio e diversão durante a época de Verão.

Esta mostra pretende dar continuidade ao programa de divulgação do valioso espólio do Arquivo Fotográfico Municipal, desta vez através da apresentação do trabalho realizado por um fotógrafo de Évora que desde muito cedo se dedicou à fotografia. Evidenciando-se pelos seus famosos nocturnos, adquiridos por particulares e instituições nacionais e estrangeiras, Marcolino Silva está representado no Álbum de Honra da Casa de Portugal em Paris, onde constam trabalhos de importantes fotógrafos mundiais.

A colecção Marcolino Silva foi entregue em 2000 à Câmara Municipal de Évora pelo irmão do fotógrafo, José António da Silva e Sousa, e a elaboração de um pré-inventário permitiu contabilizar 20 276 espécies de negativos, positivos e provas, de vários formatos, a cores e preto e branco. A colecção encontra-se, regra geral, em bom estado de conservação, apresenta imagens da década de 1960 e inícios de 1970, e as temáticas representadas são bastante variadas, destacando-se as reportagens sobre a Feira de São João, as reportagens de viagem, monumentos de Évora e de outros locais, bem como aspectos da vida social de Évora.

Para a inauguração da exposição “Vamos a Banhos!” foi preparado um programa de animação, que inclui actividades desportivas, nomeadamente demonstração de saltos para a água. A exposição permanecerá patente até 15 de Setembro, podendo ser visitada pelos utentes da piscina de Terça-feira a Sábado entre as 9:00 e as 21:30 e ao Domingo e Segunda-feira entre as 13:00 e as 21:30. O público em geral que se desloque à piscina apenas para ver a exposição tem acesso livre a partir das 19:30.

 

Serões em torno da Fotografia

Serão em torno da fotografia … “à la minuta”!

4 de Julho de 2008, Pátio do Arquivo Fotográfico (Rua Diogo Cão, 19), a partir das 21 horas

A próxima edição do “Serão em torno da Fotografia” será dedicado à fotografia “à la minuta”, em que um exemplar datado da década de 1920, da autoria do fotógrafo Gama Freixo, dará o mote para abordagem desta técnica fotográfica.

Este Serão de convívio decorrerá no Pátio do Arquivo Fotográfico (Rua Diogo Cão, 19), a partir das 21 horas.

 

O orador convidado será José Borges, autor do livro “Fotógrafos à La Minuta”, única obra do género publicada em Portugal e Margarida Morgado lerá alguns poemas tendo como tema a fotografia.

 

O evento contará ainda com a estreia da nova peça do teatro de marionetas do Trulé, que apresentará “Teatro à la minuta”, uma produção do marionetista Manuel Dias. A peça decorre dentro de uma caixa fotográfica, na qual as personagens Inocência Perpétua e Joaquim Falas Boas se preparam para tirar o retrato num banco de jardim. Manipulados por Manuel Dias, os bonecos ganham vida e alma perante um fotógrafo que se vem a revelar muito especial.

Por tudo isto venha passar connosco o serão da próxima sexta-feira. Até lá poderá ver o filme do “Teatro à la minuta” Clicando AQUI  !


Exposição de Fotografia

“Olha a Noiva se vai linda…”

A Câmara Municipal de Évora (Divisão de Assuntos Culturais/Arquivo Fotográfico) vai inaugurar mais uma exposição de fotografia no Mercado Municipal 1.º de Maio, desta vez tendo como tema fotografias de casamentos, seleccionadas entre as colecções do Arquivo Fotográfico do Município, com o título “Olha a Noiva se vai linda…”.

No total, irão ser expostas 40 ampliações de fotografias da autoria de José P. B. Passaporte, Inácio Caldeira, Eduardo Nogueira, Marcolino Sousa e José Manuel Rodrigues, abrangendo o período compreendido entre finais do séc. XIX e inícios do séc. XXI.

Nesta exposição poderão ser apreciadas as diferentes técnicas e estilos fotográficos desenvolvidos ao longo de um século, bem como acompanhar a evolução dos trajes, aliadas naturalmente às mudanças de mentalidade em torno do ritual da festa de casamento.

Ainda que não possa transformar-se directamente em testemunho histórico/sociológico, as fotografias reunidas contém material e recursos com as quais a história é feita, nomeadamente a história da fotografia, e, sociologicamente, permite conhecer a maneira como a instituição casamento se deixava fotografar ao longo de um século.

Assinalando a inauguração da exposição, que irá ocorrer no próximo dia 13 de Junho, dia de Sto. António, a partir das 21 horas, foi criado um programa de animação no Mercado Municipal 1.º de Maio, que contará com a participação de alunos de alguns jardins de infância e da Escola Secundária Gabriel Pereira, que irão mostrar vestidos de noiva e adereços confeccionados com material reciclado.

No dia 14, de manhã, no mercado das hortaliças irá decorrer um concurso de elaboração de ramos de noiva, confeccionados com produtos do mercado (flores, alfaces, couves, rabanetes, entre outros) ou material fotográfico seleccionado. Um júri avaliará o trabalho dos participantes e atribuirá prémios aos 5 melhores ramos, tendo como critérios fundamentais a criatividade e aspecto estético dos trabalhos efectuados, dando especial destaque aos que melhorem souberem cruzar o binómio mercado/fotografia.

A exposição “Olha a Noiva se vai linda…” vai estar patente até 30 de Julho e é uma iniciativa camarária co-organizada com a empresa municipal Mercado 1.º de Maio, e conta com a colaboração e apoio de diferentes empresas locais, nomeadamente a Agência Policarpo, a Somefe, a Óptica Freitas e o grupo Diário do Sul/Telefonia do Alentejo, para além da participação dos estabelecimentos de ensino atrás referidos.

 


Exposição fotográfica

"Memórias do Mercado 1º de Maio"

A Câmara Municipal de Évora e a empresa Mercado Municipal de Évora, S.A.convidam para a inauguração da exposição fotográfica "Memórias do Mercado 1º de Maio", que terá lugar no próximo dia 5 de Abril, pelas 11h, na Galeria de Exposições da Cave do Mercado da Fruta.

A exposição estará aberta ao público até ao dia 3 de Maio de 2008.

 


Serões em torno da Fotografia

Memórias do Mercado 1º de Maio

(3 de Abril de 2008, 21:30, na Cave do Mercado do Peixe, no Largo 1º de Maio

 

A fotografia que dá o mote para esta terceira sessão integra a exposição “Memórias do Mercado 1º de Maio”, que será inaugurada no próximo dia 5 de Abril na Cave do Peixe. A imagem é de 1928 e o seu autor foi o fotógrafo Gama Freixo. A fotografia apresenta uma vista geral do mercado de frutas no interior do edifício. O convidado desta sessão é o Dr. João Pereira, que irá falar sobre a história do Mercado 1º de Maio, que teve naturalmente um importante papel na história da cidade.

 

Neste encontro participam também três cidadãos eborenses, dois deles antigos operadores do mercado, que à conversa com a jornalista Rosário Silva irão revelar as suas memórias sobre aquele espaço. A encerrar este serão estará o cantor José Melo, que irá interpretar alguns temas, nomeadamente “pregões da minha cidade”.

 


Serões em torno da Fotografia

O Carnaval na Sociedade Harmonia Eborense

(28 de Fevereiro de 2008)

A Câmara Municipal de Évora/Divisão de Assuntos Culturais, através do Arquivo Fotográfico, retomou este ano os “Serões Fotográficos”, uma actividade que iniciou em 2006 com o objectivo de promover a fotografia em geral e divulgar o acervo do Arquivo em particular. A Sociedade Harmonia Eborense, na Praça do Giraldo, é o próximo local a receber estes “Serões Fotográficos”, já no dia 28 de Fevereiro, pelas 21:30.

A fotografia escolhida para esta segunda sessão dos “Serões Fotográficos” deste ano é uma fotografia de 1903, da autoria de Ricardo Santos, que apresenta um grupo carnavalesco da Sociedade Harmonia Eborense. O convidado desta sessão é o Dr. Rui Arimateia, que irá efectuar uma conferência intitulada “Carnaval, um mundo ao contrário”. A animação estará a cargo do GATAPUM - Grupo de Teatro da Escola Secundária André de Gouveia.

Lembramos que esta nova temporada dos “Serões Fotográficos” promete um encontro por mês, cada um deles centrado numa fotografia em particular, pertencente ao espólio do Arquivo Fotográfico Municipal, a qual dá azo a uma tertúlia em torno das várias leituras que a mesma poderá comportar e suscitar nas reflexões do público participante. As tertúlias têm a particularidade de se realizarem em locais relacionados com a fotografia e contam com a participação de convidados especializados das mais variadas áreas do saber.

É de salientar que este modelo de mobilidade tem por objectivo aproximar o Arquivo Fotográfico Municipal de diferentes associações e instituições locais, criando novas sinergias de cooperação e envolvendo públicos diversificados, sensibilizando-os para a importância da preservação do nosso património fotográfico.

Pode consultar o programa dos Serões na Agenda.


Serões em torno da Fotografia

A primeira tertúlia, que decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho no passado dia 28 de Janeiro, foi dedicada a uma fotografia de um grupo de senhoras eborenses que bordaram a primeira bandeira da República em 1910, que conduziu o público participante a dissertar sobre as temáticas: mulheres e a república e as elites eborenses. A convidada desta sessão foi a Dr.ª Maria Ana Bernardo, docente da Universidade de Évora e investigadora do CIDEHUS.


Serões em torno da Fotografia

A Câmara Municipal de Évora/Divisão de Assuntos Culturais, através do Arquivo Fotográfico, retoma em 2008 os “Serões Fotográficos”, uma actividade que iniciou no ano passado com o objectivo de promover a fotografia em geral e divulgar o acervo do Arquivo em particular.

Esta nova temporada dos “Serões Fotográficos” tem periodicidade mensal, centrando-se cada um dos encontros numa fotografia em particular, pertencente ao espólio do Arquivo Fotográfico Municipal, a qual dará azo a uma tertúlia em torno das várias leituras que a mesma poderá comportar. Todos os serões contam com um momento de animação surpresa, que poderá passar pela música, ou mesmo pela representação teatral.

Pode consultar o programa dos Serões na Agenda.


Câmara de Évora aviva memória fotográfica do “25 de Abril”

A Câmara Municipal de Évora, através do Arquivo Fotográfico, vai disponibilizar gratuitamente a todos os interessados as fotografias que detém dos momentos registados em Évora no “25 de Abril” e “1º de Maio” de 1974, surgindo esta iniciativa integrada nas comemorações do 33º aniversário da Revolução dos Cravos.

As fotografias, da autoria do fotógrafo Carlos Tojo, documentam os primeiros dias da Revolução em Évora, sendo possível identificar nalgumas delas as principais figuras da resistência antifascista eborense e outros cidadãos anónimos.

O sítio na internet do Projecto Memória  terá disponível para visualização um completo registo das fotografias, a partir de 20 de Abril.

Todos aqueles que se identifiquem nas imagens poderão contactar o Arquivo Fotográfico Municipal (266 777 115), para que possam participar num serão/convívio que o Arquivo pretende efectuar entre as pessoas que testemunharam in loco tão importante momento da história do país.


Serões no Convento

RECICLAR PARA RECORDAR

 

A Divisão de Assuntos Culturais da Câmara de Évora/Arquivo Fotográfico vai promover no próximo dia 12 de Abril, no Convento dos Remédios, mais uma sessão/tertúlia, cujo tema deste mês será RECICLAR PARA RECORDAR.

A partir da reciclagem das faixas que foram utilizadas para divulgar antigas exposições do Arquivo Fotográfico da CME, nomeadamente da última exposição Évora Desaparecida, foram concebidos novos objectos utilitários, com design original, nomeadamente sacos e malas, agrupados em duas linhas “Évora Desaparecida” e “ Matinées Masquées”.

Estes novos objectos, bem como algumas das ampliações fotográficas usadas, serão leiloados e as correspondentes receitas reverterão para novas iniciativas do Arquivo Fotográfico da CME.

A base de licitação será de 20 € e os interessados poderão ver grande parte dos objectos a leiloar no site do Arquivo Fotográfico da CME.

A sessão terá início às 21H00, no espaço do Café Eborae, sito no Convento dos Remédios.

As malas e sacos estão em exposição nos seguintes estabelecimentos comerciais de Évora:

Papelaria Nazareth, Boa Boca Gourmet (Rua dos Mercadores)

 

    


Câmara de Évora adquiriu espólio do Estúdio M. Neves

O Arquivo Fotográfico da Câmara Municipal de Évora adquiriu recentemente o espólio do Estúdio de Fotografia M. Neves, construído em 1891 por Ricardo Santos na Rua de Aviz. Este estúdio transitou nos finais da década de 1920 para a propriedade de Eduardo Nogueira, que ali trabalhou até 1970 e que o vendeu nesse ano a Manuel Neves, com todo o seu espólio fotográfico. 

Manuel Neves, que tinha sido anteriormente fotógrafo em Lisboa, tendo chegado a ser o proprietário da conceituada Foto Brasil, explorou o estúdio em Évora até 2001, data em que faleceu. Com o seu falecimento desapareceu para sempre um dos mais antigos estúdios fotográficos do séc. XIX ainda existentes em Portugal.

Ciente da importância da preservação de todo o património fotográfico existente, bem como da memória do próprio lugar, a Câmara Municipal de Évora deliberou a compra de todo o recheio existente nesta casa de fotografia eborense, compreendendo, para além dos mais de 30.000 negativos, o mobiliário, os cenários e adereços, as máquinas e todos os artefactos fotográficos.

O espólio fotográfico adquirido compreende parte do acervo da Foto Brasil de Lisboa, constituído na maior parte por retratos de artistas e figuras proeminentes da sociedade de então, e também os trabalhos do fotógrafo Manuel Neves que correspondem à sua actividade em Évora de 1970 a 2000.


“Évora Desaparecida - Fotografia e Património. 1839 – 1919”
 

O Arquivo Fotográfico da Câmara Municipal de Évora apresenta no próximo Sábado, dia 3 de Fevereiro, às 15 horas, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, o catálogo da exposição "Évora Desaparecida – Fotografia e património. 1839 - 1919”.

 A par do lançamento do catálogo, que contou com a participação científica do CIDEHUS-Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades e do Centro de História da Arte da Universidade de Évora, na cerimónia será efectuada a entrega de prémios aos vencedores do peddy-paper “Évora Desaparecida”, realizado no dia 27 de Janeiro.

A terminar a sessão terá lugar uma breve conferência intitulada “Laurent em Portugal”, proferida por Carlos Teixidor Cadenas, conservador de fotografia histórica e curador dos espólios fotográficos de Laurent e Villanueva depositados no Instituto do Património Histórico Espanhol, do Ministério da Cultura de Espanha, em Madrid.

 Carlos Teixidor Cadenas é o autor dos livros "La fotografía en Canarias y Madeira. La época del daguerrotipo, el colodión y la albúmina. 1839-1900" e "La tarjeta postal en España. 1892-1915". Realizou exposições de fotografia estereoscópica, que foram levadas até aos países da América do Sul, como Chile e Colômbia. Actualmente, está preparar um novo livro que se intitulará "Postales de América. 1895-1915".


16 de Novembro de 2006

Lançamento Público do Projecto Memória

Integrado no CICE (Centro de Interpretação do Concelho de Évora)e constituindo um contributo da CME para o projecto EDD (Évora Distrito Digital), o Projecto Memória é um banco de imagens sobre a cidade e o Distrito de Évora.

As imagens disponibilizadas cobrem um leque variado de temas - urbanismo, arte e património, etnografia, desporto, equipamentos e actividades económicas e retratos -, datando as mais antigas a meados do séc. XIX. Este conjunto contempla imagens de vários fotógrafos profissionais e amadores de Évora, ou aqui residentes, nomeadamente Maria Eugénia Reya Campos, Pereira & Prostes, José Pedro Braga Passaporte,  Inácio Caldeira, José António Barbosa, José Monteiro Serra, António Passaporte, Gama Freixo, Eduardo Nogueira, David Freitas, entre outros.

Neste momento estão já disponíveis 700 imagens, estimando-se que, até final do projecto Évora Distrito Digital, esteja introduzido um total de 2000 espécies que, em finais de 2007, poderão ser adquiridas  via internet (Loja Municipal).


15 de Novembro de 2006

Apresentação pública da Colecção de Pacotes de Açucar Delta com imagens de Évora desaparecida.

Trata-se de uma colecção de 10 pacotes de açucar com imagens que ilustram aspectos já desaparecidos da cidade.


5 Março de 2005

II Encontro do Grupo Português de Conservação de Fotografia

Irá realizar-se no dia 5 de Março de 2005 o II Encontro do Grupo Português de Conservação de Fotografia. Terá lugar no Arquivo Fotográfico da Câmara Municipal de Évora, na Rua Diogo Cão, nº19 em Évora.
Pretende-se que este encontro constitua uma oportunidade para troca de experiências e debate de questões na área da Conservação de Fotografia.

Programa:

10h30 – Visita ao Arquivo Fotográfico da Câmara Municipal de Évora
11h30 – Apresentação do trabalho desenvolvido no Arquivo Fotográfico da Câmara Municipal de Évora, Dr.ª Cármen Almeida
12h30 – Almoço
14h00 – Comunicações:

          14h00 – Análise de Fungos em Materiais Fotográficos, Miguel Laginha
          14h25 – Projecto de Digitalização, Luis Pavão
          14h50 – Conservação da Colecção Fotográfica Silva Magalhães, Patrícia Romão
          15h15 – Tratamento de Álbum Fotográfico, Margarida Duarte
          15h35 – Tratamento de Provas de Albumina, Catarina Mateus
16h00 – Debate e questões
16h30 – Apresentação e discussão de propostas de trabalho do Grupo Português de Conservação de Fotografia
17h30 – Encerramento

 


Janeiro de 2005 - A Câmara Municipal de Évora adquiriu à família de Mário da Gama Freixo  o seu espólio fotográfico.

O espólio é composto por cerca de 7500 espécies fotográficas, das quais cerca de 1000 correspondem a negativos de vidro a preto e branco, de diferentes formatos (na sua maioria 9x12, 10x15 e 7x10).

Mário da Gama Freixo exerceu a sua actividade em Évora, entre 1910 a 1960(?), tendo estado, ligado à emissão de vários postais ilustrados sobre a cidade de Évora e motivos etnográficos alentejanos.

A aquisição deste espólio é importante para o aprofundamento do conhecimento da história urbana de Évora da Câmara Municipal de Évora, que assim passará a contar, praticamente, com todos os nomes mais significativos da fotografia eborense no período entre 1880 e 1970.