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… O
1.º
de
Maio
–
Dia
do
trabalhador
é
uma
homenagem
às
lutas
sindicais
de
Chicago?
Nos Estados Unidos,
em
outubro
de
1884,
uma
convenção
presidida
pela
Federação
de
Ofícios
e
Sindicatos
estabeleceram
o
prazo
de
dois
anos
para
conseguir
impor
aos
empregadores
a
limitação
da
jornada
de
trabalho
para
oito
horas,
e o
dia
1 de
maio
de
1886
seria
a
data
em
que
a
jornada
de 8
horas
diárias
se
tornaria
padrão.
A 1 de maio, milhares
de
trabalhadores
entraram
em
greve
e
saíram
às
ruas
por
todo
o
país,
com
o
lema
"Oito
horas
por
dia
sem
cortes
no
pagamento”.
Em 20 de junho de
1889,
a
segunda
Internacional
Socialista,
reunida
em
Paris,
decidiu
convocar
anualmente
uma
manifestação
com
o
objetivo
de
lutar
pela
jornada
de 8
horas
de
trabalho.
A
data
escolhida
foi
o
primeiro
dia
de
maio,
como
homenagem
às
lutas
sindicais
de
Chicago.
Em 1
de
maio
de
1891,
uma
manifestação
no
norte
de
França
foi
dispersada
pela
polícia,
resultando
na
morte
de
dez
manifestantes.
Esse
novo
drama
serviu
para
reforçar
o
significado
da
data
como
um
dia
de
luta
dos
trabalhadores.
Meses
depois,
a
Internacional
Socialista
de
Bruxelas
proclamou
a
data
como
dia
internacional
de
reivindicação
de
condições
laborais.
Em 23 de abril de
1919,
o
senado
francês
ratificou
a
jornada
de 8
horas
e
proclamou
feriado
o
dia
1º
de
maio
daquele
ano.
Em 1920, a então União
Soviética
adotou
o 1º
de
maio
como
feriado
nacional,
sendo
seguida
por
alguns
países.
Em Évora em 1856,
agosto,
6,
foi
publicado
um
Edital
em
que
se
fazia
saber
que
muitos
trabalhadores
rurais
por
“trabalharem
nos
campos
debaixo
dos
ardores
do
sol
nas
horas
de
sua
maior
intensidade”
sofriam
de
“moléstias
graves”
pelo
que
enquanto
se
fizesse
sentir
os
grandes
calores
seriam
reduzidas
as
horas
de
trabalho
para
seis
horas
de
manhã,
com
interrupção
de
meia
hora
para
almoço
e
quatro
horas
sucessivas
de
tarde.

A Associação de Classe
Eborense
dos
Pedreiros
Construtores
em
15
de
fevereiro
de
1919
perante
a
grande
crise
de
trabalho
que
se
fazia
sentir
na
cidade,
dirigiu-se,
por
ofício,
à
Câmara
Municipal
pedindo
apoio
para
a
situação
grave
que
a
classe
atravessava.
A Associação Eborense
de
Classes
de
Construção
Civil
e
Artes
Auxiliares
a 16
de
julho
de
1919
pede
igualmente
solução
para
a
grave
crise
que
também
na
sua
classe
se
faz
sentir.
O Presidente da Comissão
Executiva
da
edilidade
eborense,
a 19
de
dezembro
de
1919,
através
de
ofício
emite
o
seu
apoio
ao
colega
de
Alcobaça
no
intuito
de
conduzir
o
Governo
a
decretar
as 8
horas
como
Trabalho
Normal
e
não
como
Trabalho
Máximo.
A
Comissão
Executiva
Eborense
partilha
da
opinião
de
que
“ninguém
seja
obrigado,
por
Lei,
a
trabalhar
mais
do
que
8
horas”.

Hoje o Dia Mundial
dos
Trabalhadores
é
comemorado
em
todo
o
país,
com
manifestações,
comícios
e
festas
de
carácter
reivindicativo.
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