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… o
Matadouro
de
Évora
esteve
em
funcionamento
no
Centro
Histórico
até
aos
anos
80?
O
Matadouro
de
Évora,
um
dos
“currais
do
concelho”,
situado
no
extremo
da
zona
oriental
da
cidade,
junto
ao
“bairro
do
Farrobo”,
em
contacto
com
a
zona
extramuros,
integrava
os
terrenos
do
Baluarte
de
Nossa
Senhora
de
Machede,
onde
se
situava
uma
das
portas
da
cidade.
Aqui
os
animais
eram
aparcados
e
abatidos,
seguindo
depois
para
os
açougues
instalados
no
Templo
Romano.
Algumas vozes se levantaram
contra
a
instalação
do
Matadouro
nesse
local
mas,
segundo
estudo
feito
pela
edilidade
eborense,
em
1863,
este
seria
“um
local
sadio”.
Durante a sua existência
o
espaço
foi
sujeito
a
algumas
transformações
devido
à
introdução
de
novas
ideias
e
conceitos
higienistas,
como
por
exemplo
a
proibição
de
abate
de
gado
suíno
na
rua,
sendo
então
o
“curral”
objeto
de
ponderação
devido
ao
aumento
do
volume
de
trabalho
e
adaptação
às
novas
exigências.
Assim, em 1899, construiu-se
um
alpendre
para
matança
de
gado
suíno,
em
1904,
novo
alpendre
e em
1920
amplia-se
a
própria
área
do
matadouro.
Posteriormente, nos
anos
40
edificou-se
um
barracão
para
armazém
de
material,
ampliou-se
a
casa
do
peso
e
instalou-se
a
caldeira
elétrica.
Por
fim,
em
1952,
criam-se
novas
instalações
sanitárias.
Para
além
destas
intervenções
outras
tiveram
lugar
no
sentido
de
melhorar
as
condições
de
trabalho,
de
higiene
e de
tratamento
das
carnes.
No início do século
XX,
toda
a
zona
adjacente
deste
espaço
foi
também
alvo
de
alterações
profundas
com
a
construção
de
bairros,
novas
vias
de
acesso,
espaços
comerciais,
oficinas
e
escolas.
Com o passar do tempo
a
evolução
dos
problemas
do
abastecimento
e
das
políticas
de
intervenção
no
mercado
da
carne
começaram
a
justificar
uma
revisão
das
estruturas
do
abate
e da
circulação
das
carnes
e
seus
produtos.
Assim,
em
Novembro
de
1974,
com
a
publicação
do
D.
L.
661/74,
os
matadouros
municipais
passaram
para
a
dependência
da
Junta
Nacional
dos
Produtos
Pecuários,
(artº2º,
nº1)
bem
como
os
seus
edifícios,
equipamentos
mecânicos,
instalações
frigoríficas
anexas,
móveis,
utensílios
e
viaturas
afetas
à
distribuição
da
carne,
subprodutos
e
despojos.
Este processo foi
longo,
mantendo-se
o
Matadouro
em
funcionamento
até
à
primeira
metade
dos
anos
oitenta
do
século
XX. |