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...
o
Recolhimento
Ramalho-Barahona
foi
um
asilo
para
trabalhadores
rurais?

Concluído
em
1908,
o
Asilo
foi
inaugurado
a 17
de
junho
desse
ano,
havendo
vários
eventos
como
missa
e o
ato
de
posse
e
nomeação
da
Sraª
Dª
Inácia
Barahona
como
presidente
honorária.
O
seu
nome
está
gravado
na
frontaria
do
edifício.
Antes, em
03
de
agosto
de
1907,
foi
aprovada
não
só a
proposta
da
benemérita
eborense
da
denominação
do
edifício
como
“Asilo
de
Mendicidade
Ramalho-Barahona”
como
dos
seus
estatutos,
pelo
Governador
Civil
do
distrito
de
Évora
em
exercício,
José
da
Silveira
Moreno.
A história
que
deu
a
este
recolhimento
conta-se
assim:
A
Srª
Dª
Inácia
Angélica
Fernandes
Ramalho
Barahona,
viúva
de
José
Maria
Ramalho
Dinis
Perdigão,
ficou
com
o
legado
deste
no
valor
de
12.000.000
réis
para
a
construção
de
um
asilo
para
acolher
cerca
de
100
trabalhadores
rurais
inválidos
e/ou
reformados.
Em
meados
de
setembro
de
1903,
Dª
Inácia
e o
Dr.
Francisco
Eduardo
de
Barahona
Fragoso,
seu
segundo
marido
na
altura,
tinham
já
em
construção
uma
obra
de
grandes
dimensões
que
ultrapassava
o
valor
do
referido
legado.
O
casal
tinha
adquirido
um
ferragial,
situado
em
frente
à
Horta
do
Bispo,
com
terreno
livre
para
horta,
vinha
e
pomar
para
uso
da
instituição
e
ocupação
dos
asilados.
O edifício,
em
estilo
neogótico,
lembrando
a
arquitetura
da
Ermida
de
S.
Brás,
foi
construído
com
claustro,
a
cercar
um
pátio,
sob
o
qual
havia
uma
cisterna
para
recolher
a
água
da
chuva.
A
capela
a
invocar
S.
Francisco
de
Assis
tinha
paredes
revestidas
a
azulejo,
da
autoria
de
Jorge
Colaço,
a
representar
atos
da
vida
do
Santo.
Em 1924,
foi
instalado
um
colégio
no
local,
sob
a
orientação
das
Irmãs
Doroteias,
que
o
mantiveram
em
funcionamento
até
1961,
apesar
de
ter
sido
integrado
na
Santa
Casa
da
Misericórdia
de
Évora,
em
1955.
Em 1974,
passa
a
denominar-se
oficialmente
Recolhimento
Ramalho-Barahona.
O
edifício
foi
restaurado
e
inaugurado
em
1982.
Agora,
é um
edifício
de 3
pisos,
dispondo
de
quartos
partilhados
com
casas
de
banho
individuais,
6
quartos
de
casal,
salas
de
convivo,
refeitório,
capela,
enfermaria,
bar,
barbearia,
gabinete
médico
e
casa
mortuária,
de
acordo
com
os
espaços
já
existentes
na
planta
original.
Graças à
sua
modernização,
o
Recolhimento
alberga
atualmente,
cerca
de
140
utentes
e
conta
com
a
colaboração
de
cerca
de
80
funcionários
que
se
dedicam
a
esta
instituição.
Fonte:
sítio
oficial
da
Câmara
Municipal
de
Évora
(www.cm-evora.pt) |