Sabia que...
 
Edição de 24 de julho de 2018
 
   
 


... o Recolhimento Ramalho-Barahona foi um asilo para trabalhadores rurais?

Concluído em 1908, o Asilo foi inaugurado a 17 de junho desse ano, havendo vários eventos como missa e o ato de posse e nomeação da Sraª Dª Inácia Barahona como presidente honorária. O seu nome está gravado na frontaria do edifício.

Antes, em 03 de agosto de 1907, foi aprovada não só a proposta da benemérita eborense da denominação do edifício como “Asilo de Mendicidade Ramalho-Barahona” como dos seus estatutos, pelo Governador Civil do distrito de Évora em exercício, José da Silveira Moreno.

A história que deu a este recolhimento conta-se assim:

A Srª Dª Inácia Angélica Fernandes Ramalho Barahona, viúva de José Maria Ramalho Dinis Perdigão, ficou com o legado deste no valor de 12.000.000 réis para a construção de um asilo para acolher cerca de 100 trabalhadores rurais inválidos e/ou reformados.

Em meados de setembro de 1903, Dª Inácia e o Dr. Francisco Eduardo de Barahona Fragoso, seu segundo marido na altura, tinham já em construção uma obra de grandes dimensões que ultrapassava o valor do referido legado.

O casal tinha adquirido um ferragial, situado em frente à Horta do Bispo, com terreno livre para horta, vinha e pomar para uso da instituição e ocupação dos asilados.

O edifício, em estilo neogótico, lembrando a arquitetura da Ermida de S. Brás, foi construído com claustro, a cercar um pátio, sob o qual havia uma cisterna para recolher a água da chuva. A capela a invocar S. Francisco de Assis tinha paredes revestidas a azulejo, da autoria de Jorge Colaço, a representar atos da vida do Santo.

Em 1924, foi instalado um colégio no local, sob a orientação das Irmãs Doroteias, que o mantiveram em funcionamento até 1961, apesar de ter sido integrado na Santa Casa da Misericórdia de Évora, em 1955.

Em 1974, passa a denominar-se oficialmente Recolhimento Ramalho-Barahona. O edifício foi restaurado e inaugurado em 1982. Agora, é um edifício de 3 pisos, dispondo de quartos partilhados com casas de banho individuais, 6 quartos de casal, salas de convivo, refeitório, capela, enfermaria, bar, barbearia, gabinete médico e casa mortuária, de acordo com os espaços já existentes na planta original.

Graças à sua modernização, o Recolhimento alberga atualmente, cerca de 140 utentes e conta com a colaboração de cerca de 80 funcionários que se dedicam a esta instituição.

Fonte: sítio oficial da Câmara Municipal de Évora (www.cm-evora.pt)

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