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...
o
Antigo
Carro
de
Água
foi
reconstruído
entre
2000
e
2002?
?
O antigo
carro
de
água
é
uma
peça
rara
no
meio
automobilístico
e
única
na
história
da
cidade.
O
carro,
da
marca
Laffly/Arroseuse,
era
de
fabrico
francês
e
foi
adquirido
pela
Câmara
Municipal
de
Évora
em
1926,
à
Casa
Specia,
L.da
–
Société
Portugaise
d`Expansion
Commerciale,
Industrielle
et
Agricole,
L.da.,
situada,
na
época,
no
n.º
9 da
Praça
de
D.
Luiz,
em
Lisboa,
e o
seu
custo
final
foi
de
53.235$00.
Foi entregue
a
Évora
a 5
de
maio
de
1927
tendo
começado
a
sua
atividade
nesse
mesmo
ano,
ficando
em
circulação
durante
quatro
décadas.
Cessou
a
sua
atividade
entre
1958
e
1963
e o
seu
último
motorista
era
conhecido
por
Sr.
Fialho.
Para
além
desta
designação,
‘Carro
de
Água’,
o
carro
tinha
outras
denominações
como
‘camion-tanque’,
‘auto-rega’,
‘carro
de
rega’,
‘camionete
de
rega’
e
‘automóvel
para
regas’.
Tinha
como
função
a
rega
das
ruas,
largos,
praças
da
cidade
e
particularmente
do
Rossio
de
S.
Brás,
na
época
da
feira
e
nos
dias
de
mercado.

Este tipo
de
carro
foi
utilizado
em
várias
cidades
do
país,
nomeadamente
em
Lisboa,
pois
pela
sua
função
era
imprescindível
para
a
higiene
pública.
A
cisterna
tinha
uma
capacidade
de
2.244
litros,
com
uma
bomba
de
aspiração
e
duas
bocas-de-incêndio,
podendo
elevar
água
a 30
m.
O carro
de
água,
propriedade
dos
Serviços
de
Higiene
da
Câmara
Municipal
de
Évora,
com
um
valor
patrimonial
para
a
cidade,
foi
restaurado
entre
2002-02
através
do
Projeto
de
Interpretação
do
Património
Hidráulico
de
Évora
(PIPHE),
uma
vez
que
se
encontrava
em
elevado
estado
de
degradação.

Foi publicado
pela
Câmara
Municipal
de
Évora,
um
artigo
sobre
este
veículo
com
interesse
histórico
no
“Boletim
Cultural-
A
Cidade
de
Évora,
II
Série,
nº
8”,
em
2009.
O Carro
de
água
integra
hoje
a
coleção
da
Unidade
Museológica
CEA
–
Central
Elevatória
de
Água.
«No
Rossio,
a
camioneta
da
água
da
Câmara
andava
pelos
arruamentos
definidos
no
recinto,
molhando
a
terra
solta
e
escaldante,
baixando
o pó
e
levantando
um
cheiro
a
barro
húmido
e
quente.
Durante
os
dias
da
feira
repetia
várias
vezes
o
mesmo
circuito.
O
tempo
de
fazer
uma
volta
e de
ir
reabastecer-se
era
suficiente
para
que
tudo
secasse.
Este
autotanque
dos
“tempos
pré-históricos”
tinha
nas
rodas
aros
de
borracha
maciça
em
vez
de
pneus
e
uma
sineta
que
o
motorista
badalava,
avisando
tudo
e
todos
da
sua
aproximação,
espalhando
água.
Correndo
ao
lado
dos
jactos
que
lançava,
a
garotada
aproveitava
para
um
“duche”
municipal.
Por
uns
momentos
tudo
ficava
depois
mais
fresco
e
sem
poeira…»
in A. M. Galopim de Carvalho, O Autotanque in O Cheiro da Madeira, Editorial Notícias, [1993], p.141.
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