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...
A
estátua
que
se
encontra
no
Jardim
Diana
é de
Francisco
Barahona
Fragoso?
Francisco Eduardo de
Barahona
Fragoso
Cordovil
de
Gama
Lobo
foi
moço
fidalgo
com
exercício
na
Casa
Real,
Par
do
Reino
e
opulento
lavrador.
Natural
de
Cuba,
distrito
de
Beja,
era
filho
dos
Condes
da
Esperança
e
bacharel
formado
em
Direito
pela
Universidade
de
Coimbra.
Em 1866, ao regressar
de
Coimbra,
fixou-se
na
Quinta
de
S.
Pedro,
junto
a
Cuba,
onde
se
entregou
à
administração
da
sua
casa,
como
abastado
lavrador.
Um
ano
depois
mudou
a
sua
residência
para
Évora
onde
contraiu
matrimónio
com
D.
Inácia
Fernandes
Ramalho,
viúva
do
importante
lavrador
e
proprietário
José
Maria
Ramalho
Dinis
Perdigão.

Num curto espaço de
tempo
granjeou
o
respeito,
a
admiração
e o
amor
dos
eborenses.
Imbuindo
generosidade
mandou
construir
o
magnífico
Teatro
Garcia
de
Resende
que
há
muito
se
encontrava
apenas
com
as
paredes
erguidas
e em
finais
do
século
XIX
mandou
restaurar
o
templo
de
S.
Francisco.
Edificou
um
asilo
destinado
à
infância
desvalida,
equipou-o
e
ofereceu-o
ao
Estado.
Encontrando-se
a
Igreja
de
S.
Brás
em
ruínas
custeou
o
seu
restauro.
Na
quinta
que
possuía
na
Horta
do
Bispo
instalou
um
albergue
para
inválidos
(Asilo
Ramalho
Barahona),
subsidiou
a
grandiosa
obra
do
Aqueduto
da
Água
da
Prata,
e
para
além
destas
obras
iniciou
uma
valiosíssima
galeria
de
arte,
em
sua
casa
(antiga
sede
da
Companhia
de
seguros
“A
Pátria”,
hoje
Tribunal
da
Relação
de
Évora),
com
o
intuito
de
proteger
o
desenvolvimento
das
belas
artes
em
Portugal
e
simultaneamente
preparar
o
futuro
museu
eborense,
pois
era
sua
intenção
legar
esses
valores
ao
Museu
Regional
de
Évora.
Entre janeiro de 1896
e
outubro
de
1900
presidiu
a
edilidade
eborense.
Este ilustre benfeitor
foi
ainda
cofundador
do
diário
eborense
“Notícias
de
Évora”
que
através
das
suas
inúmeras
transformações
conseguiu
ser
o
mais
antigo
diário
do
Alentejo.
Falecido a 25 de janeiro
de
1905
a
sua
morte
foi
profundamente
sentida
na
cidade.
A Câmara Municipal de
Évora
em
sessão
de
26
de
janeiro
de
1905
(documento
deste
mês
de
outubro)
apresentou
a
mais
profunda
consternação
e
intenso
pesar
pelo
facto
ocorrido
e
propôs
a
criação
de
uma
comissão
para
que
fosse
erigido
um
monumento
ao
grande
benemérito
desta
terra.
O monumento foi efetivamente
erguido
no
Jardim
Diana
com
a
legenda
“Ao/Dr.
Barahona/por/Subscrição
Pública/1908”
e no
topo
axial
“Évora
Reconhecida”.
BIBLIOGRAFIA
MONTE, Gil do.
Dicionário
Histórico
e
Bibliográfico
de
Artistas
Amadores
e
Técnicos
Radicados
em
Évora.
Évora:
Gráfica
Eborense,
1974,p.
18-20.
SILVA, Joaquim Palminha.
Dicionário
Biográfico
de
Notáveis
Eborenses:
1900/2000.
Évora:
Diário
do
Sul,2004,
p.
12.
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