Sabia que...
 
17 de abril de 2018
 
   
 


... Évora teve um mural alusivo ao 25 Abril?
 

A Revolução de 25 de Abril de 1974 ou Revolução dos Cravos foi um evento histórico em Portugal, resultante de um movimento político e social que se opôs ao regime ditatorial do Estado Novo, vigente desde 1933. Iniciou-se um processo que terminou com a implantação do regime democrático, consolidado com a entrada em vigor da nova Constituição, em 25 de abril de 1976.

Em Évora, vivenciou-se este acontecimento de forma especial, tendo sido palco de ações políticas de âmbito nacional. Em 1975, decorria a Reforma Agrária no Alentejo, integrada no PREC (Processo Revolucionário em Curso) e, como símbolo para a cidade, a Comissão Dinamizadora Central do MFA (Movimento das Forças Armadas) teve a iniciativa de, a 5 e 6 de julho de 1975, pintar um mural alusivo às conquistas da revolução de Abril, em particular a Reforma Agrária.

Este mural, com 40 metros de comprimento e 6 de altura, foi pintado numa parede na Praceta Duques de Cadaval, próximo da entrada do Largo dos Colegiais e teve a participação de vários artistas portugueses como Gracinda Candeias, Vespeira, Rogério de Amaral, Rodrigo de Freitas, Sá Nogueira, Júlio Pereira, Sílvia Chico, Henrique Ruivo, Teresa Magalhães, Henrique Manuel, David Evans, Moniz Pereira e Sérgio Pombeiro. Neste mural pretendia-se representar os grandes momentos de rutura com o antigo regime, figurando imagens da Liberdade, das nacionalizações, da aliança do MFA com o povo e do nascimento da República da Guiné-Bissau, sendo que o destaque foi dado à Reforma Agrária, dominando a simbólica frase “A terra a quem trabalha”.

Infelizmente, o que resta deste mural, atualmente, são apenas as fotografias, pois com o passar dos anos apagaram-se todos os vestígios desta manifestação artística representativa do 25 de abril.

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