|
...
Évora
teve
um
mural
alusivo
ao
25
Abril?
A Revolução
de
25
de
Abril
de
1974
ou
Revolução
dos
Cravos
foi
um
evento
histórico
em
Portugal,
resultante
de
um
movimento
político
e
social
que
se
opôs
ao
regime
ditatorial
do
Estado
Novo,
vigente
desde
1933.
Iniciou-se
um
processo
que
terminou
com
a
implantação
do
regime
democrático,
consolidado
com
a
entrada
em
vigor
da
nova
Constituição,
em
25
de
abril
de
1976.
Em Évora,
vivenciou-se
este
acontecimento
de
forma
especial,
tendo
sido
palco
de
ações
políticas
de
âmbito
nacional.
Em
1975,
decorria
a
Reforma
Agrária
no
Alentejo,
integrada
no
PREC
(Processo
Revolucionário
em
Curso)
e,
como
símbolo
para
a
cidade,
a
Comissão
Dinamizadora
Central
do
MFA
(Movimento
das
Forças
Armadas)
teve
a
iniciativa
de,
a 5
e 6
de
julho
de
1975,
pintar
um
mural
alusivo
às
conquistas
da
revolução
de
Abril,
em
particular
a
Reforma
Agrária.
Este mural,
com
40
metros
de
comprimento
e 6
de
altura,
foi
pintado
numa
parede
na
Praceta
Duques
de
Cadaval,
próximo
da
entrada
do
Largo
dos
Colegiais
e
teve
a
participação
de
vários
artistas
portugueses
como
Gracinda
Candeias,
Vespeira,
Rogério
de
Amaral,
Rodrigo
de
Freitas,
Sá
Nogueira,
Júlio
Pereira,
Sílvia
Chico,
Henrique
Ruivo,
Teresa
Magalhães,
Henrique
Manuel,
David
Evans,
Moniz
Pereira
e
Sérgio
Pombeiro.
Neste
mural
pretendia-se
representar
os
grandes
momentos
de
rutura
com
o
antigo
regime,
figurando
imagens
da
Liberdade,
das
nacionalizações,
da
aliança
do
MFA
com
o
povo
e do
nascimento
da
República
da
Guiné-Bissau,
sendo
que
o
destaque
foi
dado
à
Reforma
Agrária,
dominando
a
simbólica
frase
“A
terra
a
quem
trabalha”.
Infelizmente,
o
que
resta
deste
mural,
atualmente,
são
apenas
as
fotografias,
pois
com
o
passar
dos
anos
apagaram-se
todos
os
vestígios
desta
manifestação
artística
representativa
do
25
de
abril.

|