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… O
Largo
Alexandre
Herculano
se
chamava
terreiro
de
S.
Tiago
antes
de
1869?
Foi no século XIX que
teve
início
a
época
da
toponímia
oficial,
sendo
da
competência
dos
magistrados
administrativos
a
designação
e
alteração
dos
nomes
das
ruas
e
seus
letreiros.
Em conformidade com a
Portaria
do
Ministério
do
Reino
de
27
de
Setembro
de
1834,
o
então
Governador
Civil,
António
de
Gouveia
Osório,
de
acordo
com
a
Proposta
da
Câmara
Municipal
e do
Conselho
do
Distrito,
concedeu
designar
novos
nomes
a
trinta
ruas
da
cidade,
por
edital
passado
em
22
de
Julho
de
1869.
Segundo
Claudino
de
Almeida,
o
Dr.
Augusto
Filipe
Simões
organizou
uma
relação
de
nomes
de
individualidades
históricas
e
eborenses
para
serem
atribuídos
às
ruas
em
causa.
Atendendo a esta circunstância,
a
Câmara
mandou
executar
letreiros
novos
para
todas
as
ruas
da
cidade,
formados
por
quatro
azulejos
de
fundo
amarelo,
com
orla
e
letras
pretas,
na
Fábrica
de
louças
António
Costa
Lamego,
em
Lisboa.1
Com a implantação da
República
a
toponímia
tradicional
sofreu
novas
transformações,
sem
consideração
pela
vontade
popular
e
pela
sua
história,
sendo
arbitrariamente
substituídos
por
outros
nomes.
Contudo, deve-se às
diligências
do
Grupo
Pró-Évora,
que
grande
parte
das
antigas
designações
não
tenha
desaparecido
completamente,
tendo
para
o
efeito
sido
colocados
por
baixo
novas
placas
toponímicas.
O terreiro de S. Tiago,
cujo
edital
de
publicitação
de
nova
toponímia
é
documento
do
mês
de
maio
do
Arquivo
Municipal
de
Évora,
como
todos
os
terreiros
da
cidade,
alterou
a
designação
para
“Largo”
em
1869.
Em
11
de
Agosto
de
1906
passou
a
Largo
de
Vasconcellos
Porto
e em
sessão
Camarária
de
10/11/1910
a
edilidade
alterou
o
mesmo
para
Largo
Alexandre
Herculano.

Bibliografia:
CARVALHO, Afonso Henriques
Freire
Andrade
de –
Da
Toponímia
de
´Evora.
Lisboa:
Colibri, 2004, vol.
2.
MONIZ, Manuel Carvalho
-
Dominicais
Eborenses.
Évora:
Câmara
Municipal
de
MONIZ,
Manuel
Carvalho
–
Dominicais
Eborenses.
Évora:
Câmara
Municipal
de
Évora,
1999.
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