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369
Militares
do
concelho
de
Évora
integraram
o
Corpo
Expedicionário
Português
na
1ª
Guerra
Mundial?
No dia 11 de Novembro
de
1918
era
assinado
o
Armistício
de
Compiègne
entre
os
Aliados
e a
Alemanha,
dentro
de
um
vagão-restaurante,
na
floresta
de
Compiègne,
na
França,
com
o
objetivo
de
encerrar
as
hostilidades
na
frente
ocidental
da
Primeira
Guerra
Mundial
que
tirara
a
vida
a
cerca
de 9
milhões
de
soldados,
deixara
outros
21
milhões
feridos
e
era
responsável
pela
morte
indireta
de
perto
de
10
milhões
de
civis.
Em Portugal, a participação
no
conflito
traduziu-se
no
envolvimento
de
mais
de
100
mil
soldados
portugueses
que
combateram
em
África,
ou
lutaram
na
Flandres.
Morreram
cerca
de 8
mil
homens,
outros
tantos
ficaram
feridos,
6
mil
ficaram
desaparecidos
e
mais
de 7
mil
foram
feitos
prisioneiros.
O Alentejo esteve na
Guerra,
quer
em
África,
quer
em
França.
Esteve
presencialmente,
humanamente,
mas
também
identitariamente.
Parafraseando
Jaime
Cortesão
“os
soldados
portugueses,
com
o
tronco
envolto
na
samarra
e as
pernas
nos
safões,
hirsutos
e
felpudos
[…]
patujaram
a
fundo
com
as
suas
toscas
botifarras
[…]
nos
trilhos
aspérrimos
da
trincheira”.
No caso concreto do
concelho
de
Évora,
integraram
o
Corpo
Expedicionário
Português
25
oficiais
e
344
sargentos
e
praças,
recrutados
entre
os
mais
diversos
lugares
e
núcleos
populacionais
concelhios.
Mas também as mulheres
eborenses
participaram,
se
bem
que
indiretamente,
na I
Grande
Guerra,
através
do
Movimento
das
Madrinhas
de
Guerra,
introduzidas
em
Portugal
pela
Assistência
das
Portuguesas
às
Vítimas
da
Guerra.
Vários são os anúncios
publicados
na
imprensa
local
relativos
a
esta
matéria,
sabendo-se
que
a
representante
da
direção
das
Madrinhas
de
Guerra
de
Lisboa
foi
Maria
Sérgio
Torres
Vaz
Freire
que,
em
sua
casa,
tinha
a
seu
cargo
a
organização
de
uma
lista
geral
de
todas
as
madrinhas
e
soldados
de
Évora.
Sabe-se
também,
através
da
mesma
fonte
(Notícias
d’Evora,
n.º
4959,
de
10
de
Junho
de
1917),
que
para
além
daquela
senhora,
Maria
Ana
Coelho
Villas
Boas,
estava
igualmente
ligada
ao
movimento,
tendo
a
seu
cargo
acolher
os
pedidos
de
todos
aqueles
que
não
conseguissem
encontrar
madrinha
de
guerra.
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