Sabia que...
 
Edição de 13 de novembro de 2018
 
   
 

 

… 369 Militares do concelho de Évora integraram o Corpo Expedicionário Português na 1ª Guerra Mundial?

No dia 11 de Novembro de 1918 era assinado o Armistício de Compiègne entre os Aliados e a Alemanha, dentro de um vagão-restaurante, na floresta de Compiègne, na França, com o objetivo de encerrar as hostilidades na frente ocidental da Primeira Guerra Mundial que tirara a vida a cerca de 9 milhões de soldados, deixara outros 21 milhões feridos e era responsável pela morte indireta de perto de 10 milhões de civis.

Em Portugal, a participação no conflito traduziu-se no envolvimento de mais de 100 mil soldados portugueses que combateram em África, ou lutaram na Flandres. Morreram cerca de 8 mil homens, outros tantos ficaram feridos, 6 mil ficaram desaparecidos e mais de 7 mil foram feitos prisioneiros.

O Alentejo esteve na Guerra, quer em África, quer em França. Esteve presencialmente, humanamente, mas também identitariamente. Parafraseando Jaime Cortesão “os soldados portugueses, com o tronco envolto na samarra e as pernas nos safões, hirsutos e felpudos […] patujaram a fundo com as suas toscas botifarras […] nos trilhos aspérrimos da trincheira”.

No caso concreto do concelho de Évora, integraram o Corpo Expedicionário Português 25 oficiais e 344 sargentos e praças, recrutados entre os mais diversos lugares e núcleos populacionais concelhios.

Mas também as mulheres eborenses participaram, se bem que indiretamente, na I Grande Guerra, através do Movimento das Madrinhas de Guerra, introduzidas em Portugal pela Assistência das Portuguesas às Vítimas da Guerra.

Vários são os anúncios publicados na imprensa local relativos a esta matéria, sabendo-se que a representante da direção das Madrinhas de Guerra de Lisboa foi Maria Sérgio Torres Vaz Freire que, em sua casa, tinha a seu cargo a organização de uma lista geral de todas as madrinhas e soldados de Évora. Sabe-se também, através da mesma fonte (Notícias d’Evora, n.º 4959, de 10 de Junho de 1917), que para além daquela senhora, Maria Ana Coelho Villas Boas, estava igualmente ligada ao movimento, tendo a seu cargo acolher os pedidos de todos aqueles que não conseguissem encontrar madrinha de guerra.

 

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