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...
o
Sapateiro
Santo
da
Rua
Nova
se
chamava
Simão
Gomes?
Simão
Gomes,
nascido
por
volta
de
1510
em
Marmeleiro,
concelho
de
Tomar,
viveu
em
Évora
durante
14
anos,
onde
era
conhecido
como
o
Sapateiro
Santo,
tendo
falecido
a 18
de
outubro
de
1576,
em
Lisboa.
Quando
veio
viver
para
Évora,
em
meados
do
século
XVI,
onde
casou
e
permaneceu
na
‘casa
da
cova’
na
Rua
Nova,
já
era
adulto
e
muito
devoto
a
Deus.
Aqui,
nesta
cidade,
tornou-se
o
primeiro
Guarda
ou
“Corretor”
da
Universidade
de
Évora.
Amigos
de
Simão,
como
o
Padre
António
Franco
e o
Padre
jesuíta
Manuel
da
Veiga,
que
publicou
a
sua
biografia,
descrevem-no
como
um
homem
simples,
de
grande
modéstia
e
humildade,
que
desde
a
adolescência
revelou
tendências
proféticas
e
terá
predito
factos
como
o
desaparecimento
de
D.
Sebastião,
o
domínio
de
Castela
e a
aclamação
de
D.
João
IV.
O
Padre
Antonio
Franco
descreve
a
sua
vida
como
“(…)
cheia
de
singulares
virtudes,
maravilhas
e
espírito
profético”.
Durante a
sua
vida,
foi
várias
vezes
consultado
pelo
próprio
rei
D.
Sebastião,
em
matérias
espirituais
e
políticas,
sendo
chamado
até
a
Conselhos
de
Estado.
Nunca
deixou
de
exercer
a
sua
profissão,
recusou
sempre
os
benefícios
que
este
monarca
-
como
outras
individualidades
-
quis
dar-lhe.
Só
mais
tarde,
quando
idoso,
é
que
aceitou
ir
para
Lisboa,
onde
faleceu,
tendo
sido
sepultado,
na
Igreja
de
S.
Roque.
O Cardeal
D.
Henrique
nomeou-o
escudeiro
e
sapateiro
e
concedeu-lhe
o
título
de
“enfermeiro
de
seus
criados”.
Contudo,
no
século
XVIII,
depois
de
as
suas
profecias
terem
sido
veneradas
durante
cerca
de
200
anos,
elas
foram
consideradas
falsas
e os
seus
apontamentos
foram
destruídos.
Graças
a
isto,
a
sua
fama
e as
suas
previsões
foram-se
esbatendo
com
o
tempo.
Fonte:
Texto
adaptado
do
original
de
Manuel
Carvalho
Moniz,
in
Dominicais
Eborenses.
Évora:
Câmara
Municipal
de
Évora,
1999,
(Col.
Novos
Estudos
Eborenses,
4),
p.
128.
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