Sabia que...
 
Quinzena de 5 a 18 de setembro de 2017
 
   
 


... o segundo Foral de Évora foi atribuído a 1 de setembro de 1501 pelo Rei D. Manuel?

Évora recebeu o seu primeiro Foral em 1166, convertendo-se então num centro estratégico e político importante. A fixação da corte por diversos reinados contribuiu também para o seu desenvolvimento, levando a que a cidade se tornasse local de afluência para muitos forasteiros aumentando rapidamente o casario e provocando a disseminação da população para fora das muralhas.

Expandiram-se os arrabaldes e as comunidades mouras e judaica aí se fixaram. A primeira a Norte da Igreja de S. Mamede, zona limítrofe, como era seu hábito e a segunda nos quarteirões ocidentais, compreendidos entre a Rua Serpa Pinto e a Rua do Raimundo, local de artérias principais.

A estrutura urbana foi-se definindo e as Praças públicas revelaram-se como locais de superior importância. Construíram-se as arcadas da Praça do Giraldo e a expansão urbana processou-se a partir das diversas portas da cidade. A cidade apresentou-se constituída por duas partes: a cidadela, dentro da muralha romano-goda e a periferia constituída pelos arrabaldes.

A extensão da periferia justificou a necessidade de construção de nova zona de muralhas, iniciando-se a sua construção cerca de 1350, reinado de D. Afonso IV e conclusão cerca de 1440, reinado de D. Afonso V. Como polos secundários de desenvolvimento, além das praças públicas (Giraldo e Portas de Moura),existia a zona do Convento de S. Francisco e S. Domingos, Igreja de S. Mamede e a Ruas do Cano (zona do aqueduto). Os espaços de circulação eram as ruas que difundiam das portas (Rua de Avis, Lagoa, Alconchel, Raimundo, Corredoura, Mesquita, Mendo Estevens e Machede). Os arruamentos eram de terra batida surgindo os primeiros calcetamentos por meados do século XV.

Assim a cidade medieval revelou-se de grande importância em termos de estrutura urbana nacional, pelo que D. João I a classificou como segunda cidade do reino. D. Manuel, por sua vez, em 1 de Setembro de 1501, atribui-lhe o segundo Foral. A corte começou a passar inúmeros períodos na cidade e o século XVI estabeleceu-se como período de riqueza e importância política, económica, cultural e artística para a cidade.

Construiu-se o Paço Real, inúmeros palácios, casas de residência para a nobreza, Conventos, Igrejas, a Universidade e outros edifícios notáveis. Hoje, 516 anos depois, podemos comemorar a autonomia da cidade revelando como documento do mês de Setembro uma imagem do foral concedido à cidade em 1501.

(Núcleo de Documentação da CME)

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