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...
o
segundo
Foral
de
Évora
foi
atribuído
a 1
de
setembro
de
1501
pelo
Rei
D.
Manuel?

Évora
recebeu
o
seu
primeiro
Foral
em
1166,
convertendo-se
então
num
centro
estratégico
e
político
importante.
A
fixação
da
corte
por
diversos
reinados
contribuiu
também
para
o
seu
desenvolvimento,
levando
a
que
a
cidade
se
tornasse
local
de
afluência
para
muitos
forasteiros
aumentando
rapidamente
o
casario
e
provocando
a
disseminação
da
população
para
fora
das
muralhas.
Expandiram-se
os
arrabaldes
e as
comunidades
mouras
e
judaica
aí
se
fixaram.
A
primeira
a
Norte
da
Igreja
de
S.
Mamede,
zona
limítrofe,
como
era
seu
hábito
e a
segunda
nos
quarteirões
ocidentais,
compreendidos
entre
a
Rua
Serpa
Pinto
e a
Rua
do
Raimundo,
local
de
artérias
principais.
A
estrutura
urbana
foi-se
definindo
e as
Praças
públicas
revelaram-se
como
locais
de
superior
importância.
Construíram-se
as
arcadas
da
Praça
do
Giraldo
e a
expansão
urbana
processou-se
a
partir
das
diversas
portas
da
cidade.
A
cidade
apresentou-se
constituída
por
duas
partes:
a
cidadela,
dentro
da
muralha
romano-goda
e a
periferia
constituída
pelos
arrabaldes.
A
extensão
da
periferia
justificou
a
necessidade
de
construção
de
nova
zona
de
muralhas,
iniciando-se
a
sua
construção
cerca
de
1350,
reinado
de
D.
Afonso
IV e
conclusão
cerca
de
1440,
reinado
de
D.
Afonso
V.
Como
polos
secundários
de
desenvolvimento,
além
das
praças
públicas
(Giraldo
e
Portas
de
Moura),existia
a
zona
do
Convento
de
S.
Francisco
e S.
Domingos,
Igreja
de
S.
Mamede
e a
Ruas
do
Cano
(zona
do
aqueduto).
Os
espaços
de
circulação
eram
as
ruas
que
difundiam
das
portas
(Rua
de
Avis,
Lagoa,
Alconchel,
Raimundo,
Corredoura,
Mesquita,
Mendo
Estevens
e
Machede).
Os
arruamentos
eram
de
terra
batida
surgindo
os
primeiros
calcetamentos
por
meados
do
século
XV.
Assim
a
cidade
medieval
revelou-se
de
grande
importância
em
termos
de
estrutura
urbana
nacional,
pelo
que
D.
João
I a
classificou
como
segunda
cidade
do
reino.
D.
Manuel,
por
sua
vez,
em 1
de
Setembro
de
1501,
atribui-lhe
o
segundo
Foral.
A
corte
começou
a
passar
inúmeros
períodos
na
cidade
e o
século
XVI
estabeleceu-se
como
período
de
riqueza
e
importância
política,
económica,
cultural
e
artística
para
a
cidade.
Construiu-se
o
Paço
Real,
inúmeros
palácios,
casas
de
residência
para
a
nobreza,
Conventos,
Igrejas,
a
Universidade
e
outros
edifícios
notáveis.
Hoje,
516
anos
depois,
podemos
comemorar
a
autonomia
da
cidade
revelando
como
documento
do
mês
de
Setembro
uma
imagem
do
foral
concedido
à
cidade
em
1501.
(Núcleo
de
Documentação
da
CME) |