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as
escolas
primárias
normais
foram
criadas
a 7
de
setembro
de
1835?
Até 1772,
o
ensino
era
ministrado
de
forma
escolástica
e
sistematizada
pelas
ordens
religiosas,
nas
instituições
da
Igreja
especialmente
dirigidas
pelos
jesuítas.
Havia, no
entanto,
mestres
particulares
com
alguma
formação
que
ensinavam
nas
suas
casas,
sendo
artesãos
que
desempenhavam,
ao
mesmo
tempo,
outras
profissões
como
pedreiro,
carpinteiro,
sapateiro,
barbeiro.
Um
concurso
e um
exame
constituíam
a
habilitação
indispensável
para
ensinar
a
ler,
escrever
e
contar,
não
havia
necessidade
de
formação
dos
mestres.
Com a
Carta
Régia
de
1772
estabeleceu-se
o
plano
de
criação
da
rede
de
escolas
e a
contratação
de
mestres
mediante
concurso
público
a
realizar
nas
cidades
de
Lisboa,
Porto,
Coimbra
e
Évora.
Nenhum
mestre
podia
ensinar
sem
a
habilitação
exigida
competindo
ao
Estado
a
coordenação
das
atividades
escolares
designadamente
as
habilitações
dos
professores.
O mestre
particular
deu
origem
ao
mestre
régio.
A
profissão
era
desempenhada
apenas
por
homens.
Só
em
31
de
maio
de
1790,
por
Resolução
Régia
de
D.
Maria
I,
foram
nomeadas
as
primeiras
mestras
régias
de
ler,
escrever,
fiar,
cozer,
bordar
e
cortar.
No início
do
século
XIX
os
governos
começaram
então
a
sentir
a
necessidade
de
formação
específica
dos
professores,
pelo
que
em
1816
é
criada
a
primeira
escola
normal
do
ensino
mútuo
nas
escolas
do
exército.
Em
1823,
foi
criada
outra
escola
normal
apenas
destinada
ao
sexo
masculino,
com
escolas
de
aplicação
anexas,
e um
curso
de 2
meses
de
duração1.
A existência
destas
escolas
foi
atribulada
pois
estavam
dependentes
das
condições
económicas
e
políticas
de
governos
nem
sempre
atentos
às
necessidades
da
formação
e
número
de
professores
necessários
para
provimento
das
escolas.
Apenas em
1835,
Decreto
de 7
de
setembro,
foram
então
criadas
escolas
normais
de
instrução
primária
para
o
sexo
masculino,
em
cada
uma
das
capitais
dos
Distritos
Administrativos.
A escola
normal
de
Évora
abriu
a 16
de
setembro
de
1884,
na
Igreja
de
S.
Pedro.

Bibliografia
Carta
Régia
(12-11-1772)
3
Disponível
em
http://www.ige.min-edu.pt/upload/docs/Lei-6-11-1772.pdf
Acedido
em
30
agosto
2018.
RAMOS, Alberto Augusto. “O Ensino Primário em Portugal: Viagem ao passado”. Ramada: Edições Pegado, 2015. Estudos Académicos em Ciências da Educação.
[1]
RAMOS,
Alberto
Augusto.
“O
Ensino
Primário
em
Portugal:
Viagem
ao
passado”.
Ramada:
Edições
Pegado,
2015.
Estudos
Académicos
em
Ciências
da
Educação.
P.490 |