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… o
Mercado
1.º
de
Maio
se
situa
sobre
a
cisterna
do
Convento
de
S.
Francisco ?
O
Mercado
1º
de
Maio
teve
na
sua
génese
um
longo
litígio
(tumulto
dos
mercados),
entre
comerciantes
da
Praça
de
Giraldo
e o
município,
devido
ao
facto
de
até
meados
de
Março
de
1863,
o
mercado
semanal
de
hortaliças,
legumes
e
frutas
(terças
feiras)
se
realizar
na
Praça
de
Giraldo.
A edilidade pretendia então melhorar o
aspeto
da
praça,
com
um
tabuleiro
calcetado,
pelo
que
estatuiu
transferir
o
mercado
para
a
Praça
de
Sertório
denominada
na
altura
de
Praça
do
Peixe.
A
ideia
não
agradou
a
muitos,
pelo
que
os
munícipes
eborenses
fizeram
chegar
à
Câmara
Municipal,
no
dia
8 de
Agosto
de
1864,
um
abaixo-assinado
em
que
o
povo
revelava
o
seu
descontentamento
com
a
posição
tomada
pela
autarquia.
Após a secularização, em
1866,
o
Estado
cedeu
parte
do
Convento
de
S.
Francisco
à
Câmara
Municipal
de
Évora
e a
autarquia
a 24
de
Maio
de
1869
iniciou
a
construção
de
um
novo
mercado
sobre
a
cisterna
do
Convento.
A
fiscalização
da
obra
ficou
a
cargo
do
Vereador
Monteiro
e a
planta
e
direção
dos
trabalhos
coube
ao
Engenheiro
Câmara
Manuel.
No
entanto,
duas
fações
divergentes
defendiam
projetos
diferentes.
Uma
propunha
que
o
mercado
regressasse
à
Praça
do
Geraldo,
outra
defendia
a
transferência
do
mercado
para
a
Praça
de
S.
Pedro,
atual
Praça
Joaquim
António
de
Aguiar.

Século
XIX
-
Mercado
na
Praça
do
Geraldo
Fonte:
CME
–
Arquivo
Centro
Histórico
-
Mercado
1º
de
Maio
–
Proposta
de
Requalificação
–
1997
Findo
o
litígio,
em
reunião
de
Câmara
de 3
de
Maio
de
1878,
eis
que
surge
o
projeto
do
Mercado
de
Évora.

Planta
do
alçado
anterior
do
Mercado
Fonte:
CME-
Arquivo
Centro
Histórico

Planta
interior
do
Mercado
–
antes
da
remodelação
Fonte:
CME-
Arquivo
Centro
Histórico

Alçado
exterior
direito
do
Mercado
Fonte:
CME-
Arquivo
Centro
Histórico
O projeto em causa
recorria,
à
semelhança
dos
mercados
construídos
noutras
cidades
portuguesas,
ao
ferro
e
vidro
como
elementos
construtivos.
A
estrutura
metálica
encomendada
à
Companhia
Perseverança,
visava
a
funcionalidade
do
espaço.
Em 6 de Janeiro de
1903,
surge
um
segundo
projeto
com
cunho
do
Engenheiro
Adriano
da
Silva
Monteiro
e do
condutor
de
Obras
Públicas,
António
Manuel
Ribeiro.
Em 1984 é apresentado pelo GAT, Gabinete
de
Apoio
Técnico
às
Autarquias
Locais,
um
projeto
para
o
Mercado
Exterior
e
Peixe,
onde
se
propunha
uma
pequena
intervenção,
em
que
o
espaço
da
Rua
entre
o
Mercado
1º
de
Maio
e o
Quartel
seria
transformada
em
área
de
Mercado.
Projetado para uma cidade e uma população
em
lento
desenvolvimento,
o
Mercado
de
Évora
conseguiu
sobreviver
e
desenvolver-se,
apesar
das
aceleradas
transformações
da
vida
e do
consumo
urbano.
Em 2000, enquanto a requalificação se
processava,
o
Mercado
de
Évora,
foi
instalado
provisoriamente
nas
instalações
da
ex-rodoviária,
tendo
todo
o
recinto
recebido
uma
ornamentação
agradável
e
atrativa
com
sinalética
identificativa
dos
locais
destinados
às
diversas
funções
comerciais.

Planta
do
Mercado
atual
-
interior
Fonte:
CME-
Arquivo
Centro
Histórico

Planta
do
alçado
do
mercado
atual
Fonte:
CME-
Arquivo
Centro
Histórico

Planta
do
alçado
do
mercado
atual
Fonte:
CME-
Arquivo
Centro
Histórico
Atualmente encontra-se de novo no Largo
1º
de
Maio
junto
à
Igreja
de
S.
Francisco.

Imagem
do
rés
do
chão
do
atual
espaço
do
Mercado

Mercado
do
Peixe,
pós
intervenção
Foto:
Maria
Rosário
Martins
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