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Foram dois dias com
oito
concertos
executados
por
alguns
dos
mais
relevantes
artistas
da
atualidade
no
domínio
da
música
experimental
e
eletrónica.
É
desta
forma
que
podemos
resumir
a
segunda
edição
do
Festival
Serial,
uma
organização
da
Câmara
Municipal
de
Évora
com
curadoria
de
Jorge
Mantas.
A
Igreja
de
São
Vicente
foi
o
local
que
recebeu
o
“culto”
e
acolheu
os
“fiéis”
de
um
tipo
de
sonoridade
alternativa
mas
que
ganha
cada
vez
maior
expressão
a
nível
nacional.

O segundo e último
dia
do
“Serial”
arrancou,
durante
a
tarde,
com
a
presença
da
violinista
e
compositora
multimédia
Dong
Zhou,
acompanhada
do
projeto
de
música
drone/concreta/noise
Druuna
Jaguar,
numa
colaboração
especialmente
desenhada
para
o
Festival
e
que
contou
com
uma
componente
de
performance.
Seguiu-se
a
dupla
Manuel
Mota
e
Margarida
Garcia,
par
criativo
de
guitarra
e
contrabaixo
elétrico
com
mais
de
20
anos,
sustentado
por
uma
inspiradora
amizade
e
entrega
artística
sem
barreiras,
que
faz
da
música
improvisada
uma
serena
e
misteriosa
forma
de
meditação.

À noite, o festival
encerrou
com
mais
três
espetáculos:
Angélica
Salvi,
harpista
espanhola
com
um
trabalho
dedicado
à
improvisação
e à
música
contemporânea
e
eletroacústica,
era
aguardada
com
expetativa
e
não
defraudou.
Tratou-se
de
uma
das
atuações
mais
virtuosas
e
vibrantes
destes
dois
dias,
com
a
harpista
a
explorar
várias
técnicas
de
preparação
e
amplificação
do
instrumento,
sempre
na
busca
de
novos
timbres
e
sonoridades.
Pela
primeira
vez
em
Portugal
esteve
Loïse
Bulot,
que
apresentou
algumas
das
suas
novas
composições
de
música
concreta
e
eletroacústica.
Para
o
final
ficou
guardada
a
performance
de
Christina
Vantzou,
cofundadora
dos
The
Dead
Texan
e um
dos
nomes
cimeiros
da
música
ambiental
a
nível
mundial,
que
nos
brindou
com
uma
experiencia
bela
e
imersiva
muito
próxima
do
transe.

No primeiro dia de
festival
atuaram
Vitor
Joaquim,
Audrey
Chen
e o
duo
Ariadne.
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